MDB – RAÍZES DESDE A LUTA DE CUTUBAS E PELES-CURTAS ATÉ 1978


O governador, nomeado pelo presidente da República por indicação do deputado federal em mandato, o primeiro, em 1947, Aluízio Ferreira, líder “cutuba”, era preciso ter muita coragem para ser de oposição.
“Hoje o partido perdeu o protagonismo”, disse influente membro, com vários mandatos exercidos desde a primeira eleição estadual e o que não é difícil ouvir, às vezes de forma diferente mas com o mesmo sentido, no prédio da Rua Elias Gorayeb, edifício dos “bons tempos” que a sigla viveu.
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Pelo que se observa mais uma vez o MDB, que já elegeu quatro governadores (considerando Confúcio Moura em 2010 e 2014), vai para a disputa estadual sem “cabeça” e, também, sem um nome viável ao Senado.
CAMINHADA
Os “peles-curtas”, de onde se originaria o MDB, elegeriam dois dos cinco deputados federais (cada Território só elegia um deputado) entre 1947 e 1964, mas ganhou três vezes com Jerônimo Santana em 1970, 74 e 78, período em que o grupo volta a ter força política, e se estruturar melhor, a partir de 1970.
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No período Rondônia tinha dois municípios e a Câmara de Porto Velho (o outro era Guajará-Mirim) era a voz dos moradores desde a capital do Território até Vilhena, o que só mudaria a partir de 1976 quando foram eleitos sete vereadores oriundos dos distritos da região sul rondoniense da BR-364 para a Câmara portovelhense.
Naquela três eleições (70, 74 e 78) Jerônimo, com um discurso voltado para o restabelecimento da garimpagem manual, que ele, como advogado, deveria saber, que a decisão de reabrir o garimpo independeria de deputado federal, agrupou os filiados ao MDB, então uma autêntica babel política que incluía de cristãos a comunistas.
Além do discurso contra o fechamento do garimpo manual Jerônimo também carregou contra governadores do período pós-1964, todos coronéis do Exército, sem habilidade com o trato político. Talvez única exceção dentre os nomeados o engenheiro Wadih Darwich tenha sido o único civil.

(*) Leia terça-feira o II capítulo de “Um pouco da história política recente de Rondônia”.
Lúcio Albuquerque
Repórter e pesquisador da história pós visita de Getúlio Vargas (1940)
