Costuma perceber sussurros e vultos pelos cantos da casa: serão pessoas que não existem mais e que tentam revelar-lhe suas presenças na casa onde vive? Serão espíritos? Seres do além? De qualquer forma, não se incomoda com isso; pensa o quanto seria bom vê-los e ouvi-los claramente.
Sempre teve um lado místico: gosta de ouvir e contar histórias que assombraram sua infância. Certa vez, ao olhar-se no espelho do banheiro, viu que o rosto ali refletido não apresentava os seus traços, porém sentiu que era ela e que possuía outra identidade. Lamentou a rapidez com que se deu visão tão interessante. E assim segue a vida, em seu universo de árvores, flores, cantos de passarinhos, livros e fantasmas. O importante é que em tudo… Sinta o pulsar da poesia!
