Tradução

Date:

Share:

BOLIVAR MARCELINO

Related Articles

BOLIVAR MARCELINO, Ex-professor da Unir, cadeira número 5 da ACLER, poeta. (n. 1938 e m. 2010)

Porto Velho
Porto Velho da minha infância e da minha adolescência, das barrancas do rio, do velho trapiche do Aripuanã… do ponto inicial da Madeira-Mamoré.
– Debruço-me no teu passado e vejo na retina dos meus olhos: A favela, A Rua-da-Palha, A Ladeira do João-barril, o velho coqueiro solitário da Baixa da União E me perco em memórias e recordações…
Porto Velho das reuniões do Bar-Central, da velha ponte Guapindaia, do Parque Municipal, do “buraco” do Aníbal e do Chico do “buraco”; das velhas casas de madeira dos ingleses, Casa Seis, Três, Hotel-Brasil, do Paraíso e do Clube Internacional.
Porto Velho do Igarapé-Grande, de águas brancas, cristalinas, murmurejantes… do Beco do Mijo, da Ponte do Suspiro, da Vila Confusão.
Porto Velho cosmopolita, de espanhóis, portugueses, ingleses, barbadianos, nordestinos, colonizadores.
Porto Velho do Pedro do Rádio, do Macedo telegrafista, do professor Carlos Costa, do Butioni, do Aluízio, como dizia o Getúlio,
Porto Velho das figuras populares: Zé Quirino e Tainha da política apaixonada: cutuba e pele-curta,
Porto Velho dos diminutivos: Ferreirinha, Oliveirinha, Teixirinha, Freitinhas…
Porto Velho do “gabarito”, da Fifi Lorotoffi, do Nuno IV, do João do Vale,
Porto Velho do “footing” da Praça Rondon, de mil lembranças que trago dentro do peito, na minha saudade; berço de minhas filhas, dos meus filhos, de minhas ilusões.
Porto Velho que dia a dia cresce a retorcer-se num canto do meu coração…

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Popular Articles