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Flagrante do Aniversário do Presidente da Acler Chico Chagoso

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Foto:Flagrante do Aniversário do Presidente da Acler Chico Chagoso

Acrostico do Acadêmico José Marini em homenagem ao aniversário do Presidente Chico Chagoso

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Chico Chagoso, um poeta amigo

C ompetência é seu nome

H onestidade seu lema

A mizade sempre disponível

G ratidão eterna

A tenção com todos

S entimentos aflorados

JCezarMarini

A DECADÊNCIA DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

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Para reflexão

Todas as grandes línguas de cultura têm academias de Letras. As primeiras, como a Academia Francesa e a Real Academia Espanhola, surgiram ainda nos séculos XVII e XVIII, quando as línguas nacionais começavam a se firmar como idiomas de prestígio e a fazer frente ao até então todo-poderoso latim. A nossa Academia Brasileira de Letras foi fundada em 1897 por iniciativa do grande mestre Machado de Assis e de Lucio de Mendonça, e seu lema é ‘Ad Immortalitatem’, “Para a Imortalidade”, donde seus membros serem conhecidos como “imortais”.

Desde sua fundação, a Academia tem sido reconhecida de maneira inconteste como a guardiã da língua portuguesa no Brasil e de sua literatura. Embora seja uma instituição de cunho privado, ao contrário de outras academias do gênero, sua influência penetra na esfera estatal, como, por exemplo, por ocasião das reformas ortográficas de 1943 e 1990, que se transformaram em leis. Na esteira da legislação sobre a ortografia, coisa que a maioria das grandes línguas do mundo não tem, a ABL publica também o VOLP — Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.

Ilustres literatos e pensadores brasileiros, bem como grandes cultores do idioma pertencentes a outras áreas do saber, como médicos, professores, juristas e jornalistas, pertenceram às suas fileiras, tais como Ruy Barbosa, Olavo Bilac, Visconde de Taunay, Oswaldo Cruz, Clovis Bevilacqua, Silvio Romero, José do Patrocinio, Joaquim Nabuco, Aloysio Azevedo, Euclydes da Cunha, Laudelino Freire, Vianna Moog, Rachel de Queiroz, Guimarães Rosa, Barbosa Lima Sobrinho, e muitos outros.

No entanto, de tempos para cá, a Academia passou a acentuar uma prática que já era algo costumeira desde seus primórdios: eleger membros que pouco ou nada contribuíram para o enriquecimento do idioma e de sua literatura, mas apenas exerciam influência política ou popular. Basta dizer que até Getulio Vargas e Ivo Pitanguy foram imortais.

A eleição de figuras pouco representativas em termos de língua vem desde as origens: os fundadores da ABL decidiram escolher patronos para suas cadeiras, coisa que não existia em outras academias mais antigas, e, como apontou ainda em 1923 o acadêmico Afranio Peixoto num discurso na própria Academia, muitos desses fundadores escolheram como seus patronos nomes de qualidade literária duvidosa, como Adelino Fontoura e Pardal Mallet.

Mais recentemente, a ABL elegeu os ex-presidentes da república José Sarney, autor de Marimbondos de fogo, grande monumento de nossas letras (atenção: aqui há ironia), e Fernando Henrique Cardoso, autor da grande obra literária chamada Plano Real (ironia novamente). A indicação de Sarney deveu-se a Josué Montello, seu conterrâneo, que quis privilegiar — ou garantir uma reserva de mercado — ao Estado do Maranhão. Já FHC escreveu muitos textos acadêmicos (os quais ele posteriormente pediu que fossem esquecidos), mas, a meu ver, nenhum que tenha lustro em termos de apuro linguístico ou qualidade literária.

A seguir, veio o controverso letrista, escritor, místico e ex-hippie Paulo Coelho, aquele que não permite que os revisores corrijam seus (muitos) erros gramaticais e ortográficos porque, segundo sua visão místico-mercadológica, “Deus pode estar num erro de português”.

Então, seguindo o (mau) exemplo da Academia Sueca, que resolveu conceder o prêmio Nobel de literatura ao cantor e compositor americano Bob Dylan, a ABL admitiu mais recentemente os letristas de MPB Geraldo Carneiro, Antônio Cícero e Gilberto Gil, e também a atriz Fernanda Montenegro, o cineasta Cacá Diegues e o jornalista e comentarista “global” Merval Pereira, atual presidente da casa, que, à época de sua eleição, tinha apenas dois livros publicados (hoje tem três), sendo um deles uma coletânea de artigos e o outro uma série de reportagens feitas em coautoria.

Não nego o talento de alguns desses nomes ou o valor artístico de suas obras. No entanto, é preciso fazer algumas considerações. Primeiramente, se a Academia visa a contemplar perfis que muito contribuem ou contribuíram para o engrandecimento do idioma e de sua produção literária, então ela deveria agraciar os produtores de textos e não os simples reprodutores, como é o caso da atriz Fernanda Montenegro, que nunca escreveu uma linha em termos literários (seu único livro é uma autobiografia) e apenas reproduziu oralmente nos palcos e estúdios os textos de outrem.

O segundo ponto é que a ABL é uma academia de Letras, portanto voltada à linguagem verbal, sobretudo à escrita. Então, que sentido tem admitir produtores de discursos musicais ou audiovisuais, em que a linguagem verbal tem aspecto secundário e, por vezes, pouco importante? Em que pese a qualidade dos versos de Gil, seu registro escrito se encontra basicamente nos encartes de seus LPs e CDs (hoje em dia, com as plataformas de streaming, as letras das canções sequer têm versão escrita). Já Antônio Cícero teria sido eleito por versos como os de ‘Fullgas’? E por que Chico Buarque, nosso maior letrista e quem sabe maior poeta, vencedor do prêmio Camões, não está na Academia? Por que Monteiro Lobato, Carlos Drummond de Andrade, Cecilia Meirelles, Vinicius de Moraes, Clarice Lispector, Érico Veríssimo e Mario Quintana nunca estiveram?

Este ano, o cartunista Mauricio de Sousa quase se tornou imortal; seria mais um criador cujo foco não é a língua e sim uma linguagem visual (o desenho) e cujos textos, voltados às crianças e vendidos em bancas de jornais, são propositalmente simplórios (ou “simplólios”, como diria o Cebolinha). Com todo o respeito ao brilhante cartunista, um de nossos orgulhos nacionais, em boa hora a Academia preferiu Ricardo Cavaliere, este sim um literato, estudioso e cultor do idioma, autor de relevantes contribuições à língua portuguesa.

Se o lema da Academia faz alusão à imortalidade, e se essa imortalidade é sobretudo da obra e não de seu autor, por que se privilegiam autores de obras descartáveis, como canções populares, filmes já datados ou romances soníferos?

Não há nenhum problema em que autores não ficcionistas, como cientistas, filósofos, filólogos, linguistas, gramáticos, juristas e jornalistas, façam parte da Academia, mas é preciso que tenham produzido obras de relevo em termos linguísticos e/ou culturais, que tenham dado contribuição significativa ao idioma. Entretanto, quer me parecer que o atual critério de escolha dos novos membros é mais político ou mercadológico do que de mérito acadêmico-cultural.

Com isso, a Academia Brasileira de Letras reproduz o que é o próprio Brasil: um país de privilégios, de pessoas “cordiais” (no sentido dado por Sergio Buarque de Holanda), em que amizade e compadrio valem mais do que conquistas pessoais e profissionais, enfim, um país pas sérieux. A ABL é hoje uma triste sombra do que um dia foi — se é que foi.

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ALDO BIZZOCCHI

Doutor em Linguística pela USP e pesquisador do NEHiLP-USP. Site: www.aldobizzocchi.com.br

Gerino Alves fala da história de Rondônia

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Fatos pontuais da história de Porto Velho e de Rondônia são contados por Gerino Alves a Léo Ladeia no programa Tempo Real da TV Candelária.

Podcast – Chico Chagoso – 02

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Podcast – Chico Chagoso – 01

Podcasts – Declamações e Textos – Carminda Nogueira dos Santos. – 03

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Podcasts – Declamações e Textos – Carminda Nogueira dos Santos. – 03
Galeria de Podcasts com Declamação e Textos de Acadêmicos da ACLER – Academia de Letras do Estado de Rondônia

Podcasts – Declamações e Textos – Carminda Nogueira dos Santos. – 02

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Podcasts – Declamações e Textos – Carminda Nogueira dos Santos. – 02

Heloísa Teixeira toma posse na Academia Brasileira de Letras

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A escritora Heloísa Teixeira tomou posse agora à noite (28) na cadeira 30 da Academia Brasileira de Letras (ABL), vaga desde a morte da escritora Nélida Piñon, em dezembro. Recentemente, Heloisa aposentou o sobrenome famoso Buarque de Hollanda – que era do primeiro marido, o advogado e galerista Luiz Buarque de Hollanda – e passou a adotar o Teixeira, de origem materna. Foi com o novo sobrenome – que também ganhou um lugar de destaque na tatuagem desenhada nas costas – que a escritora assumiu seu assento na academia.

O presidente da ABL, Merval Pereira, disse que “a nova acadêmica foi eleita Heloisa Buarque de Hollanda e diplomada Heloisa Teixeira”.

Durante discurso, Heloisa fez questão de citar a disparidade de gênero encontrada dentro da própria ABL. “Ainda somos pouquíssimas nessa casa: apenas dez mulheres foram eleitas acadêmicas contra um total de 339 homens, o que reflete a desigualdade entre a eleição de homens e mulheres na ABL”. A academia foi inaugurada em 20 de julho de 1897.

Eleita com 34 dos 37 votos, ela disse que entra na academia, aos 84 anos, alinhada com o projeto de renovação. “Esse atual projeto de abertura me fascina. E isso não é nem o começo. Tem que ter mulher, negro, índio. Porque são excelentes também. Isso é o Brasil, a democracia. Eu estou muito feliz de chegar nesse momento na academia”, destacou Heloísa, que teceu uma série de elogios à instituição.

“O que é discutido aqui é muito sério. São os problemas da língua nacional, o que é certo, errado, bom ou ruim, e não tem nada mais político e importante. Acho que seria maravilhoso divulgar a gravidade desse assunto para o público em geral. É bacana defender a palavra, a língua, a literatura nacional, a liberdade de expressão. É uma instituição a qual vale a pena pertencer.”

A escritora e crítica cultural passa a ser a décima mulher eleita para a ABL. A cadeira 30 tem como fundador o contista Pedro Rabelo e como patrono o jornalista e romancista Pardal Mallet. Já ocuparam o assento como titulares o advogado Heráclito Graça, o médico Antônio Austregésilo e o ensaísta, filólogo e lexicógrafo Aurélio Buarque, além de Nélida Piñon.

Nascida em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, Heloisa se mudou com a família para o Rio de Janeiro aos 4 anos. Filha de um médico, professor e uma dona de casa, é mãe de três filhos: Lula, André e Pedro, todos cineastas.

Trajetória
Uma das principais vozes do feminismo brasileiro, Heloísa Buarque de Hollanda – agora, Heloísa Teixeira – é formada em letras clássicas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), com mestrado e doutorado em literatura brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-doutorado em sociologia da cultura na Universidade de Columbia, em Nova York. É diretora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC-Letras/UFRJ), onde coordena o Laboratório de Tecnologias Sociais, do projeto Universidade das Quebradas, e o Fórum M, espaço aberto para o debate sobre a questão da mulher na universidade.

Seu campo de pesquisa privilegia a relação entre cultura e desenvolvimento, área em que se tornou referência, dedicando-se às áreas de poesia, relações de gênero e étnicas, culturas marginalizadas e cultura digital. Nos últimos anos, vem trabalhando com o foco nas produções das periferias das grandes cidades, no feminismo, bem como no impacto das novas tecnologias digitais e da internet na produção e no consumo culturais.

Entre os livros publicados, destaca-se a histórica coletânea 26 Poetas Hoje, de 1976, que revelou uma geração de poetas “marginais”, como Ana Cristina Cesar, Cacaso e Chacal. O livro trazia a atmosfera coloquial e irreverente que marcaria a década de 1970, também chamada de geração mimeógrafo ou geração marginal. Eram poetas que estavam à margem do circuito das grandes editoras e que produziam seus livros de maneira artesanal, em casa, em pequenas tiragens vendidas em centros culturais, bares e nas portas dos cinemas. O livro foi uma resposta direta aos anos de chumbo e se tornou um clássico da poesia brasileira, referência incontornável para escritores e leitores de poesia.

Com o nome de casada, Heloísa Buarque de Hollanda publicou também: Macunaíma, da literatura ao cinema; Cultura e Participação nos anos 60; Pós-Modernismo e Política; O Feminismo como Crítica da Cultura; Guia Poético do Rio de Janeiro; Asdrúbal Trouxe o Trombone: memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70; entre outros.

Edição: Lílian Beraldo

ABL homenageia Marina Colasanti e Nizan Guanaes

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A Academia Brasileira de Letras (ABL) comemorou os seus 126 anos ontem à noite, em cerimônia realizada no Salão Nobre do Petit Trianon. O evento ainda teve homenagens à escritora Marina Colasanti, vencedora do prêmio Machado de Assis 2023, e ao publicitário Nizan Guanaes, que recebeu a medalha Machado de Assis.

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Para o presidente da ABL, Merval Pereira, a Academia mostra que a cultura tem participação no cotidiano do país e está presente nas decisões da sociedade.

— Fazer 126 anos num país como o Brasil, que esquece o passado muito rapidamente, é importante, é sinal de que a instituição está firmemente fincada na história brasileira e na história da cultura brasileira — disse.

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Mais importante prêmio literário da ABL — e também o mais antigo do país — o Machado de Assis é conferido a nomes que se destacam pelo conjunto de sua obra. Em junho, Colasanti foi anunciada como a vencedora deste ano. Ela recebeu R$ 100 mil pelo prêmio.

Uma das autoras mais premiadas do país, Colasanti já venceu sete vezes o Jabuti em diversas categorias, incluindo conto (“Eu não sei se devia”, 1997), poesia (“Passageira em trânsito”, 2010) e infantil (“Breve história de um pequeno amor”, 2014).

— Entro em supermercado e me abordam dizendo que me reconheceram porque leram meus livros na escola. Eles continuam valendo — afirmou Colasanti, em seu discurso na ABL.

Já a medalha Machado de Assis foi entregue a Nizan Guanaes em reconhecimento a serviços relevantes prestados à Academia. Em 2022, o publicitário e consultor baiano criou uma campanha para as comemorações dos 125 anos da ABL. Um dos destaques foi o vídeo “Sou o Brasil; todos os Brasis”, com personagens da literatura que se tornaram populares tanto em filmes quanto na teledramaturgia. A peça ressaltou a simbiose da literatura com a música e a dramaturgia, relembrando o sucesso das novelas da Globo criadas a partir de livros escritos por imortais da ABL.

— Estou muito feliz, e ainda descobri que a medalha foi criada no dia 8 de maio de 1958. E eu nasci no dia 9 de maio — disse Guanaes, que, em seu discurso, se disse honrado com a medalha.

— Quem faz pela Academia não dá, devolve. Eu, tal e qual vocês, tiro meu sustento da língua portuguesa. Só que vocês fazem do simples o profundo — afirmou.

Lygia Fagundes Telles

A cerimônia também foi palco de outros prêmios. Concedido a cada cinco anos a trabalhos sobre o ensino fundamental no Brasil, o Prêmio Francisco Alves foi entregue à secretária de Educação do Estado do Rio, Roberta Barreto. Os funcionários da ABL receberam a medalha João Ribeiro, pelos serviços prestados à cultura. Morta em 2022, a escritora Lygia Fagundes Telles teve o seu centenário lembrado pelos Correios com um selo comemorativo, lançado na cerimônia.

Minha poesia…do que seja ou do que é…

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…é o sorriso do meu amor, a beleza das minhas flores, o pôr-do-sol do meu rancho, o chamado dos meus filhos, as palavras que me afagam, a ternura e acolhida dos amigos, o carinho da mamãe, o gorjear dos passarinhos, o orvalho que acaricia a flor, um beijo com amor, o sussurro da amante, a fragrância de um jardim, chuva fina que cai na cidade da garoa, os ipês d minha terra, a alegria da minha Várzea, Rondônia resistindo às investidas dos corruptos, o abraço amigo, meu cachorro me “sorriu latindo”, “as canções que você fez pra mim”, a beleza de um milharal nas terras áridas do meu Ceará, a poesia de Vinícius, Florbela, Samuel, Clarice, Drommond, Dada, Kléon Maryan e Matias Mendes, Silvio Persivo, Pablo Neruda, Cândido, Christina Rossetti, William Shakespeare, William Wordsworth e Amy Lowell…

… Minha poesia é a minha poesia, a poesia do meu amor, seu sorriso, seu beijo, sua ternura, sua acolhida, sua vida, seu jeito de me amar, sua elegância, toda meiguice pura, toda nudez que me seduz, me come, que me encanta, e sua voz me dizendo o que sempre diz quando quer ser amada, muita amada, mais que da última mais recente vez…

(…)

… Minha poesia é o vizinho que me sorri, e pergunta se estou bem e como todos estão…é o gatinho que esbanja nobreza em cima da mesa, sobre a toalha branca, como se dissesse que fora para ele ali posta…

… é o cão fiel que um dia tive e que, de estar ainda tão presente em minha vida, nesses anos todos que já passaram, não me induz à outros amores…porque amo a saudade que me faz…

(…)

…também meu jardim, sempre florido, belo e encantador, recanto dos meus prantos, da minha alegria e, às vezes, da minha dor, lugar, também, onde fazemos serestas, eu e meu plangente violão, como que entendêssemos ser vontade das flores, por estarem apaixonadas…tão apaixonadas…igualmente como sempre estou… pela vida, pela poesia, por elas, por meu amor…

…essa poesia que explode, que sai das entranhas do meu coração, ouvidos, minha alma e meu corpo, por isso tanto amor, tantos desejos, tanto lirismo, o sensual a perder de vista, os desejos à flor da pele, as histórias, os sorrisos, os gritos de amor…é a minha;

…é a poesia que apregoa a fé em Deus, os ensinamentos de Jesus Cristo, a apologia à natureza, o culto à amizade, ao amor, às flores… e à divina e importante presença da mulher em minha vida…

…é o ar que respiro, o melhor que aprendi fazer, porque me permite ser o que sou, amar como amo e viver nesse e desse amor…

(…)

Sou a poesia que quero ser, a poesia que me faz aprender a amar, a poesia que me toma para viver e na paz que posso ser…a poesia que respiro, que me inspira, de onde eu tiro meu tempo, meu sentido de viver…minha eternidade, minha nobreza assentada nos jeitos gentis e amáveis de ser.

(jose valdir pereira)