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HISTÓRIAS DAS NOSSAS COPAS DO MUNDO (5)

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RO GANHA UMA TV PARA VER OS JOGOS DE 1974

Lúcio Albuquerque, Repórter
[email protected]

O jornalista Roberto Gutierrez, de Ji-Paraná, era garoto em 1974 e morava com a família na nascente cidade de Ouro Preto do Oeste, mas garante que viu a Copa do Mundo de 1974 porque os técnicos da Embratel, que estavam implantando o sistema de tropodifusão, conseguiram conectar a antena e receber o sinal, ainda que em apenas uma sala.

Mas se o jornalista e seus amigos tiveram essa facilidade, outra vez o torcedor rondoniense teve de se contentar em assistir à X Copa do Mundo pelo sistema de VT. Só que no dia seguinte aos jogos.
                                       

                                       Entusiasta do futebol, Marques
                                 Henriques trouxe a 1ª TV portovelhense.
   
Em várias conversas que tive com o advogado Dílson Machado, ele narrou, o trabalho realizado por ele e uma equipe, por determinação do governador Marques Henriques em segundo mandato à frente do território de Rondônia entre abril de 1974 e junho de 1975, para instalar e fazer funcionar uma emissora de TV, a primeira de Porto Velho.
Em seu livro “TV Cultura de Porto Velho – Canal 11”, a escritora Sandra Castiel, membro da Academia de Letras de Rondônia, mostra a trajetória da emissora. Pela TV-Cultura, ainda em preto e branco, o morador de Porto Velho viu os jogos da Copa de 1974, pelo sistema de VT.

Os aparelhos eram caros, mas mesmo assim as poucas lojas de eletroeletrônicos já existentes na capital rondoniense praticamente esgotaram seus estoques, isso sem contar os moradores que foram a Manaus aproveitar os preços da Zona Franca para comprar televisores.
                                                  

Livro conta a história da primeira TV rondoniense

Apesar do pequeno número de aparelhos e os jogos passarem em VTs, aqueles dias da Copa alemã serviu também para aquecer o comércio de Porto Velho fora da venda de TVs, porque muitos que moravam nas proximidades da cidade vinham para assistir, em casas de amigos ou como “televizinhos”, a competição.

Alguns moradores, mais abastados, viram a Copa do Mundo de 1974 ao vivo, aproveitando para ir a Manaus, que naquela competição começou a receber o sinal direto da televisão e fazendo compras de produtos na Zona Franca.
    Quatro anos depois o rondoniense passaria a receber o sinal direto pela TV, e a Copa da Argentina pode ser vista, daí em diante, “ao vivo”  e “à cores”.

HISTÓRIAS DAS NOSSAS COPAS DO MUNDO (6)

Causos das Copas do Mundo em Porto Velho
 

O HOMEM INVISÍVEL ENTRA EM AÇÃO

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Lúcio Albuquerque

[email protected]

luciodoblog.blogspot.com

(consultoria professor Abnael Machado de Lima)

Ninguém sabe explicar como ele chegou, nem quando chegou. Há quem diga que o homem invisível viera de Manaus com ordens para fazer o que fez, ou que só aqui, onde teria vindo como pagador do Exército, é que recebera a determinação de agir. Pode ter vindo no sábado e ficado até terça-feira, apenas observando e, por isso, ninguém prestou atenção nele.

Na época havia em Porto Velho a 3ª Companhia de Fronteira, comandada pelo major Carlos Augusto Godoy – que em 1990 foi candidato a vice-governador na chapa liderada pelo senador Olavo Pires, assassinado durante a disputa. Godoy tinha muitos laços com Rondônia, comandara a guarnição de Guajará-Mirim onde casara com uma jovem filha de família tradicional da Pérola do Mamoré.

Em Porto Velho, como em outras cidades do país, havia sindicatos atuantes, os estudantes eram congregados na União dos Estudantes de Rondônia e um de seus dirigentes era o aluno João Lobo, do Carmela Dutra, participante ativo, como outras lideranças estudantis e de trabalhadores, das reuniões que todos os sábados aconteciam na casa do jornalista Dionísio Xavier, o Velho Dió, que se revezava nas orientações depois da feijoada semanal com outro comunista enviado junto com Dio para organizar o PCB aqui, o contabilista Cloter Saldanha da Mota.

Os dois eram os principais oradores das reuniões a que compareciam muitos vizinhos do bairro da Arigolândia , onde pontilhava duas outras lideranças, Otávio Félix e Zacarias, recorda o historiador Abnael Machado de Lima, membro da Academia de Letras de Rondônia, ACLER, então professor do Carmela Dutra.

Naquele tempo funcionavam células identificadas como comunistas, havia também a ala ligada ao deputado federal carioca Leonel Brizola, o Grupo de Onze

O HOMEM MISTERIOSO TEM NOME E MISSÃO

O homem misterioso tinha nome: Era o capitão-engenheiro do Exército Anachreonte Coury Gomes, conforme cita o historiador Francisco Matias, em Pioneiros , lembrando que em razão da viagem ao Rio de Janeiro do governador Abelardo Mafra, que foi preso naquela cidade, Na administração do Território ficara o secretário Eudes Camponizzi que, conforme Matias, foi persuadido pelo capitão a adoecer.

No dia 30 de março ele  foi até ao colégio Carmela Dutra, conversou com a diretora, professora Marise Castiel, e pediu para falar com o professor Dourival de Souza França, das cadeiras de Português e Francês, Ela chamou o professor Dourival e os dois se trancaram na sala da diretoria onde conversaram durante mais de uma hora,recordou Abnael.

No início da noite de 31 de março o homem que ninguém sabia quem era e nem o que estava fazendo, chegou à redação do jornal Alto Madeira, ainda na velha sede da Rua Barão do Rio Branco. Na porta estava o diretor, jornalista Euro Tourinho que, meio século depois, ainda se lembra.

Anachreonte deu boa-noite, perguntou se era ali o jornal Alto Madeira e puxou conversa. Quis saber sobre o deputado federal (PTB/AM e líder do partido na Câmara) Almino Afonso. Eu disse a ele que o Almino foi garoto criado aqui entre nós, seu pai foi prefeito. O visitante também queria saber sobre o deputado federal Renato Borralho de Medeiros.

Depois fez sua apresentação: Capitão Anachreonte, da Arma da Engenharia, vindo de Manaus onde servia no 27º Batalhão de Caçadores. A seguir disse de sua missão e perguntou se poderia entrar e usar a sala do diretor para uma reunião.

Disse a ele que poderia usar e a seguir chegou meu irmão Luiz Tourinho que foi convidado pelo capitão a ir com ele a alguns locais da cidade. Mais tarde houve uma reunião em que o capitão anunciou sua condição de interventor, destituindo o governo e indo à Prefeitura, onde pegou as chaves do prédio e deu ordem para ninguém entrar.

Ainda naquela noite o interventor nomeou os membros do novo governo, além dele, conforme Pioneiros:  Mário de Almeida Lima, secretário-geral (espécie de vice-governador) e diretor administrativo; Luiz Tourinho, assessor de Imprensa e porta-voz do governo; Dourival de Souza França, chefe de gabinete; Ely Goraieb, diretor da Divisão de Segurança (função similar hoje a secretário de Segurança; Divisão de Saúde médico Leônidas Rachid Jaudy; Educação, Lourival Chagas da Silva; Obras, almon Viana Tabosa; Serviço de Geografia e Estatística Rubens Cantanhede Mota; Serviço de Navegação do Guaporé, Wilson Hayden; prefeito de Porto Velho, Hamilton Raulino Gondin; comandante da Guarda Territorial Eduardo Lima e Silva; delegado, Orlando Freire; prefeito de Guajará-Mirim Clementino Gomes(*).

Mas a população só tomou conhecimento de que alo estava acontecendo efetivamente a partir da quarta-feira, 1º de abril, quando patrulhas mistas do Exército e da Guarda Territorial circulavam pela cidade, impedindo reuniões nas esquinas, prendendo gente e bloqueando ruas. As prisões aconteciam mais à noite, quando uma viatura com a patrulha chegava, os soldados batiam na porta e aí quem estava procurado era levado preso, os membros do governo deposto para o quartel da Guarda, no bairro Arigolândia, e os comunistas e outros agitadores eram levados para o cassino dos oficiais da 3ª Companhia, recorda o jornalista Euro Tourinho.

Segundo vários testemunhos, o capitão Anacrheonte era uma pessoa afável. Como interventor ficou apenas alguns dias até ser substituído pelo coronel Cunha Menezes, que só andava a cavalo e usava sempre um rebenque. Em seu Governo, pelo Decreto 434, de 26 de março de 1965 foi instituído o 5 de maio, data de aniversário de Candido Rondon como o Dia de Rondônia e, também, criada a Ordem do Mérito Marechal Rondon, conforme matéria assinada pelo professor Abnael Machado em 2009 no jornal Alto Madeira.

Em suas primeiras medidas o interventor (como se auto-intitulava e sem qualquer documento comprovando isso) Anacrheontem, determinou várias prisões. Quando visitava uma escola, se não havia professor para uma turma, ele perguntava qual o assunto que estavam estudando e aí aplicava a matéria

(*) Um dos convidados, médico, foi procurado na noite do dia 31. De pijamas, morador numa casa no bairro do Caiari, e teria levado um susto ao se confrontar com uma patrulha mista da 3ª Cia com a Guarda Territorial. Pensando que estava sendo preso, teria apontado para a casa vizinha e dito que o comunista mora ali do lado.

(Causo citado ao autor, dentre outros, pelo jornalista Euro Tourinho, pelo advogado Rochilmer Rocha e pelos historiadores Esron Penha de Menezes e Abnael Machado de Lima).

Longe de tudo, Porto Velho também viveu 31 de março

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1964 em RO: (1)

Lúcio Albuquerque

(Consultoria Abnael Machado de Lima)

Porto Velho 70 mil habitantes. Guajará-Mirim
em torno de 20 mil. Conforme o censo do IBGE em 1960 rondava por aí a população
do então Território Federal, que quatro anos antes deixara de ser do Guaporé para ser de Rondônia. Em 1964 é possível que a população já fosse um pouco
maior, mas, oficialmente, o número é mesmo aquele, 90 mil almas.

As distâncias eram muito maiores do
que hoje. Havia apenas um juiz e um promotor, isso quando havia. A segunda
instância era em Brasília onde os recursos daqui mofavam anos nas gavetas dos
membros do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Emissora de
rádio apenas a Caiari, fundada poucos anos antes, mas só uma minoria de
famílias tinha um aparelho de rádio, em redor dos quais, à noite, amigos se
reuniam para ouvir a Voz do Brasil, por
onde se ficava sabendo das novidades – com em 1943 quando foi lido o decreto de
criação do Território do Guaporé, juntando partes dos estados do Amazonas e de
Mato Grosso, ou quando acontecia troca de governadores, o que era coisa comum,
fato imediatamente festejado com foguetes pelos adversários de quem estava no
poder.

Chovia
muito naquela noite de 1943 e o doutor Ary Pinheiro comemorava em casa o seu aniversário
e ele saiu com uma espingarda comemorando atirando para cima,
recordou o
historiador e também membro da Academia de Letras de Rondônia, ACLER Esron
Penha de Menezes, fato contestado, apesar de àquela altura contar apenas com 4
anos de idade, pela historiadora e membro da ACLER Yêda Pinheiro Borzacov.

Apesar de ser o que consideravam
àquele tempo um funcionário subalterno,
o telegrafista da agência dos Correios era muito assediado por saber das
notícias antes de todos. Poucos moradores, um deles o Sr. Alcedo Marrocos, possuíam
um rádio-amador, sistema que permitia comunicar-se com outras cidades, sendo
que um desses equipamentos era instalado no quartel comandado pelo major Carlos
Godoy, da 3ª Companhia de Fronteira – atual 17ª Brigada de Infantaria de Selva.
Os jornais locais eram o Alto Madeira e
O Guaporé. A “emissora” mais rápida
era a rádio cipó.

Os aviões  de carreira pousavam no campo do Caiari – região que vai do ginásio
Cláudio Coutinho até ao CPA do Governo, e isso era uma atração enorme, para ver
quem saía ou chegava, e para a garotada pegar
poeira
, o vento levantado pelas hélices. Outra forma de chegar era pelos
navios – Lobo D’Almada, Augusto Montenegro e Leopoldo Peres, que faziam a rota
Belém/Manaus/Porto Velho. Ou pela Madeira-Mamoré, com seus trens entre Porto Velho
e Guajará-Mirim. A cidade não tinha ainda telefonia interurbana.

A rodovia era a BR-29, primeira
designação da atual BR-364, mas as condições da estrada eram terríveis, o que
incluía falta total de estrutura, sem pontos de apoio e era uma enorme aventura
viajar nela que fora aberta no primeiro semestre de 1960.

Durante o dia, e até a noite, quando se queria ficar sabendo das novidades a pedida era ir aonde todossabiamtudodetodoomundo, o restaurante Café Santos, na
esquina da Sete de Setembro com a Prudente de Moraes. Outros locais também
apreciados eram os clíperes, espécies
de botecos no meio da Sete de Setembro, e o restaurante Arara. Luz elétrica ia até zero hora, a partir de quando começava a
funcionar a boate Céu, com seu salão
de dança em baixo e os quartos no andar superior, nas proximidades do cemitério
dos Inocentes.

A economia tinha como base o
sistema extrativismo vegetal, o que incluía a borracha e o dinheiro que
circulava era oriundo do pagamento dos funcionários federais, com destaque para
os ferroviários da EFMM. Àquela altura outro produto começava a se firmar na
economia local, e a atrair homens e mulheres especialmente do Maranhão, a
garimpagem manual de cassiterita, descoberta por acaso nas terras do
seringalista Joaquim Pereira da Rocha.

Havia duas agências bancárias, a do
Banco do Brasil e a do Banco da Borracha (atual Basa). Seus funcionários
formavam uma espécie de classe privilegiada e tinham até um clube, o Bancrevea
(Carlos Gomes com a Campos Sales), aonde as mulheres iam às festas de longo e
os homens de passeio completo. Nos finais das tardes a pedida era ficar no bar
do Porto Velho Hotel, numa espécie de hapy
hour.

Aos domingos as disputas de futebol
eram no campo do Ypiranga ou no da 3ª Companhia, quando as torcidas participavam
com o mesmo fervor por suas preferências e por seus atletas principais.

Apesar de ser uma cidade pequena,
Porto Velho fervilhava quando o assunto era política. Não havia terceira opção. A
disputa política ficava entre cutubas
partidários do coronel Aluízio Ferreira e os peles-curtas liderados pelo médico Renato Clímaco Borralho de
Medeiros que em 1962 derrotara nas urnas Aluízio e se tornara deputado federal.

Quando 1964 chegou havia sindicatos
atuantes e a União dos Estudantes, que realizava concursos de rainha, mandava
delegações para participar de congressos em outras cidades, mantinha um jornal devezemquandário, e naquele ano o
presidente da entidade era o estudante João Lobo que em entrevista ao projeto Testemunha da História lembrou ter ido com
uma delegação ao
Comício das Reformas de 13 de março de 1964.

No Colégio Carmela Dutra um fato
interessante: muitos dos professores eram bancários ou militares da 3ª Cia. Lógico que eles mantinham um relacionamento
formal, mas

politicamente
eram inimigos, enquanto a diretora, a professora Marise Castiel tentava
contornar para evitar que essa divisão se refletisse de forma negativa no
processo educacional
, lembrou o professor e historiador Abnael Machado de
Lima, membro fundador da ACLER.

Quando a cidade adormeceu no dia 30
de março, uma segunda-feira, ninguém esperava que o dia seguinte, uma
terça-feira, seria o divisor das águas.

PÁSSAROS E FLORES, LÁGRIMAS E DORES…

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Noutro dia, folheando uma revista semanal, pus-me a pensar em uma norma incorporada pela imprensa culta há bastante tempo: ao citar o nome de alguém que já faleceu, cita-se ao lado o ano do nascimento e o ano da morte.  Esta aliás é  uma regra bastante informativa. Ao longo de décadas desenvolvi o costume de calcular o tempo em que essa pessoa viveu; se viveu pouco, lamento; se chegou aos oitenta anos, a lógica que desenvolvi a respeito, desde criança, aceita o fato como algo positivo: pelo menos viveu bastante, quem sabe teve tempo de superar as eventuais infelicidades, circunstâncias implacáveis que constituem a existência de um ser humano….

Não raramente ponho-me a imaginar as histórias de algumas dessas pessoas cujas vidas se resumem a duas datas. Não são necessariamente grandes personalidades; gosto de pensar que são apenas pessoas, seres que na bendita data do nascimento devem ter trazido alegria a alguém que se pôs de imediato a fazer planos sobre seu futuro e sobre sua existência, prefiro pensar que tenha sido assim.

Entre as duas datas descritas em linha reta pela imprensa,  quantos pontos divergentes, quantas coisas implícitas e não ditas… infância, alegrias e traumas, juventude, paixões e loucuras, maturidade, enfim, a luta árdua para vencer obstáculos e seguir em frente, isso fora as realizações, pois por mais medíocre que tenha sido uma existência esta também é pontilhada por pequenas-grandes alegrias: acordar de manhã, contemplar as belezas da vida, adormecer sob a luz do luar, tomar uma xícara de café quente num dia frio, coisas assim…

O fato é que uma existência vai além do que possa imaginar nossos devaneios; há a beleza dos pássaros e das flores, para os que desenvolvem a sensibilidade de sabê-los; mas também há lágrimas e dores ao longo do caminho que separa as duas datas, a do nascimento e a da morte.
 

“Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,

Não há nada mais simples.

Tem só duas datas a da minha nascença e a da minha morte.

Entre uma e outra todos os dias são meus.”

BREVES REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA MÉDICA

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SABER MEDICINA não é o mesmo que ser bom médico.
SEM ÉTICA a medicina é um perigo.
UM MAU CIDADÃO será sempre um mau médico.
NUNCA E SEMPRE são palavras muito definitivas para definir a maioria dos prognósticos médicos.
INFORMALIDADE depõe contra a credibilidade do ato médico.
CONFIANÇA NO MÉDICO encurta o caminho da cura.
SUBESTIMAR A CONDIÇÃO HUMANA é pecado que pode ser mortal em medicina.
COMPAIXÃO E SOLIDARIEDADE são sentimentos fundamentais à boa prática médica.
ESPERANÇA NO MÉDICO por vezes é o único remédio que resta ao enfermo.
DECISÃO EMOCIONAL põe em risco o resultado da decisão médica.
ALARMAR o paciente em relação a seu estado de saúde é um erro médico.
CONDUTAS MÉDICAS bem sucedidas só devem ser substituídas por tratamentos novos após rigorosa avaliação da relação mudança-benefício.
MÉDICO E DOENTE devem estar juntos contra a doença.

BREVES REFLEXÕES DE FINAL DE ANO

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    Um ano que começa é apenas um ano que começa. O tempo não tem início nem fim. Apenas passa e passa.

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    O tempo perdido jamais será achado. Os momentos sempre são outros.

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    Se queremos encontrar a felicidade, por que damos tanta atenção  à infelicidade?

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    Não é justo que tudo seja sempre do jeito que cada um de nós quer. Nem justo nem possível.

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    Deixar passar boas oportunidades pode ser uma decisão irrecuperável. Porque  oportunidades tendem a ser fugidias, e algumas são únicas durante toda nossa vida.

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    Quem não sabe aonde ir está mais perdido do que quem não encontrou onde quer chegar.
   
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    O potencial de cada um é proporcional a crença que cada um tem em seu potencial.

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    A demonstração de fragilidade pode ser um álibi do seu oponente para enfraquecê-lo, desarmá-lo. Num confronto, nada deve ser subestimado.

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    Acreditar é um ato de exceção. Quem faz da crença uma norma, cedo ou tarde pagará por isso.

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    Um átimo de tempo pode mudar tudo. Ter isto sempre em mente pode mudar tudo.  

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    A adversidade para alguns é motivo de desânimo, prenúncio de desistência. Para outros, um desafio para perseverar. E vencer.

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    A felicidade se conquista, antes de tudo, com a decisão de ser feliz.