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FUNDAÇÃO DA ACLER

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Gesson Álvares de Magalhães

No dia 10 de junho de 1986, portanto, há exatos 34 anos, reuniram-se na Biblioteca Pontes Pinto, os seguintes intelectuais: Abinael Machado de Lima, Amizael Gomes da Silva, Ary Tupinambá Pena Pinheiro, Bolivar Marcelino, Edson Jorge Badra, Emmanuel Ponte Pinto, Esron Penha de Menezes, Eunice Bueno Silva e Souza, Gesson Álvares de Magalhães, Hélio Fonseca, José Valdir Pereira, Matias Alves Mendes, Paulo Nunes Leal, Raymundo Nonato de Castro e Vitor Hugo. (coloquei na ordem alfabética porque nenhum havia melhor do que outro, que merecesse destaque.)

O Sr. Raymundo Nonato de Castro que, na época, era Secretário de Cultura, Esporte e Turismo, teve a ideia de formar uma Academia de Letras, por decreto do Governador Ângelo Angelin.

Por maioria de votos, os fundadores resolveram que nenhum decreto governamental deveria fundar a Academia, por motivos óbvios.

Na pauta dos trabalhos, foram abordados os seguintes assuntos:

1º – Escolha do Presidente dos Trabalhos
2º – Escolha do Nome da Academia
3º – Escolha da Comissão encarregada de apresentar na próxima reunião da minuta dos estatutos
4º – Dia e hora das reuniões.

No item 1º da reunião, a responsabilidade recaiu sobre o Dr. Hélio Fonseca, que fora Chefe de Gabinete do 1º Governador do Estado, Cel. Jorge Teixeira de Oliveira.

No item seguinte, cogitou-se o nome da Academia. Alguns sugeriram que fosse Academia Rondoniense de Letras. Pediu a palavra um dos acadêmicos e disse que rondoniense ainda não constava como nome válido porque não constava dos dicionários. Anos mais tarde, isso foi legalizado. Sugeriu então, o mesmo acadêmico, o nome que leva ainda hoje, de Academia de Letras de Rondônia. A sigla ACLER foi sugerida depois.

A Comissão encarregada de fazer a minuta dos Estatutos foi sugerida e o presidente dos trabalhos acatou, sendo composta dos seguintes nomes:
Edson Jorge Badra, Gesson Álvares de Magalhães, José Valdir Pereira e Matias Alves Mendes. No dia 17 de junho, apresentaram a minuta dos estatutos que foi aprovada por unanimidade. Os Estatutos da Academia já foram atualizados, por sugestão de alguns acadêmicos.

Quanto ao item 4º, os acadêmicos resolveram que a próxima reunião seria no dia 17 de junho, quando a comissão encarregada apresentaria a minuta dos Estatutos.

A REUNIÃO DO POSTE

Sempre, após a reunião da Academia, alguns acadêmicos ficavam sob um poste existente na Rua Pinheiro Machado, conversando. A conversa era sempre a respeito da história de Rondônia e ali muito aprendi sobre o assunto ali discutido. Eu me lembro de alguns que ficavam na reunião do Poste. Não sei se vou me lembrar de todos, mas os que forem esquecidos me perdoem pois, velho como estou, não me recordo muitas coisas. Lembro-me que ficavam na reunião do poste alguns acadêmicos como, Abinael Machado de Lima, Esron Penha de Menezes, Vitor Hugo, Edson Jorge Badra, José Valdir Pereira, eu e outros de que não mais me recordo.

A Academia divagou por muitos lugares: Biblioteca Pontes Pinto, onde foi fundada, Palácio do Governo quando ainda era na esquina da avenida Jorge Teixeira com a  Av. Costa e Silva, na casa do presidente da Academia de Educação, no Ginásio de Esportes Cláudio Coutinho, na Associação Médica de Rondônia. de novo na Biblioteca Pontes Pinto, na Biblioteca Francisco Meireles e finalmente, no Centro Cultural Ivan Marrocos. Até hoje, a Academia não tem sede própria.

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