Será nesta quinta-feira, 4, a partir das 18h30, na Biblioteca Francisco Meirelles, o lançamento da nova obra do acadêmico Gesson Magalhães, o livro “Amor Eterno”, reunindo poesias diversas que dedica há mais de 60 anos à esposa.
“Ela sempre foi a minha musa”, disse o acadêmico ao falar da esposa a professora Ivete Magalhães, a quem o livro é inteiramente dedicado. O casal completou Bodas de Diamante em dezembro passado.
Professor de várias gerações, o acadêmico Gesson Magalhães foi um dos 15 intelectuais que em 1986 participaram da histórica reunião que fundou a ACLER e também teve participação decisiva no trabalho de revisão das constituições estaduais de 1983 e 1989.
O acadêmico Gesson Magalhães e autor de várias obras, dentre elas “Adejos de minh’alma” – livro de poesias, publicado em Rondônia. “Alguma Cousa” – ganhador do Concurso realizado por ocasião do centenário de nascimento de Vespasiano Ramos, 1º lugar dentre 49 obras concorrentes, além de diversos artigos e crônicas em jornais e revistas e colaborou em antologias, tais como: Porto Velho em Prosa e Verso e outras.
Uma obra do acadêmico Gesson Magalhães considerada épica é o poema “Porto Velho Ontem e Hoje”
1.Se Amizael cantou-te como infante, Se o Bolívar cantou teu tempo antigo, Se Cândido cantou-te como amante, Deixa que eu fale apenas como amigo.
2.És, Porto Velho, muito diferente Daqueles dias que já vão distantes, Quando morava aqui bem pouca gente E não tinhas em ti, tantos migrantes.
6.É muita gente e carros circulando Numa loucura insana e infernal. O progresso chegou, modificando Tua estrutura e teu potencial.
7.As tuas ruas não são mais aquelas ! E se a alma do Cândido, animada, Tentar, à noite, passear por elas, Corre o perigo de ser assaltada.
9.Hoje, teus bairros somam-se às dezenas, E com eles, os grandes desafios De controlar, lutando a duras penas, A poluição de igarapés e rios.
10.Até o velho Madeira está em perigo! O Candeias, o Garça, o Jamari, Que te viram nascer e que contigo, Viveram o progresso até aqui.
13.Queremos, Porto Velho, que tu cresças, Que sejas linda, que tenhas futuro, Mas tememos que logo te pareças Com um montão de lixo ou um monturo.
14.Que teus filhos e aqueles que aqui vêm, Pensem menos no ouro e mais em ti. Que te tratem melhor do que ninguém E façam sempre o melhor aqui.
16.Que voltes logo a ser bonita e humana. Que o Bolívar, o Cândido e o Misa Possam de novo, após a luta insana, Dormir tranquilos sob atua brisa.
17. E eu, que também por ti fui adotado, Possa ver-te crescer com galhardia, E meus filhos e netos, sem cuidado, Vivam em ti, na paz e na harmonia.
