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Assembleia Geral Extraordinária – retificação por ausência de anexo

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Caríssimos Confrades,

Dando continuidade ao processo seletivo de candidatos para suprir a vacância das cadeiras 31 e 28, nos deparamos com três candidatos pré-aprovados para escolha final através de Assembleia Geral. A sequência natural do protocolo seria a escolha de dois deles para compor as vagas citadas.  Daí a diretoria, por proposta do Acadêmico Lúcio Albuquerque, aprovado por unanimidade, resolveu submeter à Assembleia Geral a inclusão de mais uma cadeira (no caso a número 32), para que dessa forma fosse possível o preenchimento de não apenas duas mais sim, três, agilizando o processo como um todo e economizando recursos. Sendo aprovada a proposta, os candidatos estarão automaticamente inscritos para as três vagas, cabendo a Assembleia Geral a aprovação definitiva de seus nomes para nosso quadro de membros efetivos.

Sendo assim, emitimos o edital 002/2022, em anexo, desta data, que trata do assunto.

Atenciosamente

A DIRETORIA

ANEXOS:

O CATALINA DO CAPITÃO MUNIZ…

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Relato do grande susto que a cidade guajaramirense passou quando, possivelmente em 1963, 1964, ou 1965 (o ano se perdeu nas asas da memória), um barulho inusitado para um cenário noturno foi recolhido do céu perolense, entre as dezenove e vinte horas, enquanto parte da cidade se dirigia para o Cine Guarany ou Cine Melhem desejando preencher o tempo assistindo o “Dólar Furado” ou “Pecus (My name is Pecus)”.

GuajaraMirimVistaAerea

Vista aérea parcial da Guajará-Mirim da década de sessenta

A zoada (diria meu pai) infernal assustou meninos, mulheres, e homens aqui do pedaço. Umas luzes vermelhas cintilavam, porém num céu sem lua, apenas um vulto relativamente grande se movia no espaço. A Igrejinha já acendera suas lâmpadas e a novena começara no horário, mas a sinalização das luzes das torres da catedral não foi ligada. E aquele volume no céu se movimentava, acelerando os motores, desejando chamar a atenção. Um pânico atingiu parte da população! Avós apanhavam seus netos, mães procuravam trazer para o seu aconchego os bebês que estavam no berço ou na rede. Choro, sem ranger de dentes era ouvido, como se, em coro, os habitantes repetissem a cena de um ensaio, que, logicamente, nem houve…

Não me lembro do nome (seria Luciano?) do telegrafista da Cruzeiro do Sul, empresa aérea que servia as pistas rondonienses de então, que correu para a pista, acionou o motor de luz, ingressou no seu cubículo e ligou a sua parafernália e pôs-se em contato com o “monstrenguinho” que, no alto, se locomovia sobre os nossos telhados. Sempre alerta, a Rádio da Aeronáutica procurou a Voz da Cidade e pediu que divulgasse a necessidade de quem tivesse um automóvel, uma rural Willys, um jipe, ou caminhão, o que tivesse, enfim, fosse para a pista e se posicionasse nas laterais com a luz baixa acesa, visando auxiliar um pouso de emergência. Orientou que alguns veículos ficassem nas cabeceiras com a luz baixa, para dar segurança ao piloto que, em cima, fazia as evoluções. Solidariedade que não faltou… Até houve sobra de carros, cujos proprietários desejavam apenas auxiliar! E o Capitão Muniz, ia até a Bolívia e “embicava” o nariz do avião no rumo, na direção da pista de pouso, cabeceira Oeste, nas confluências do Posto Nogueira, e vinha, vinha, quase pousava… E arremetia. Via-se que estava inseguro, mas o combustível não daria para muito tempo. Duas, três, quatro tentativas e nada! O Pássaro de aço não encontrava coragem para por seus pneus na pista de terra, ali tão às suas mãos, digo, à disposição de suas rodas.

Aqui convém falar quem era o Capitão Muniz: ele, idealista, Oficial da Força Aérea Brasileira já aposentado, fundou a SAVA, com sede em Belém, no ano de 1951. SAVA, a sigla do pomposo nome “Serviços Aéreos do Vale Amazônico”, possuía uma fatia do mercado aeroviário, como regional que era, principalmente no ramo de transporte de carga, notadamente carne bovina. Mas, acabou sendo um elo de integração nesta Amazônia de Deus, ligando o Pará, ao Amazonas, Acre e Rondônia, inclusive Guajará-Mirim.

Ocorreu que, nesse quase fim do dia, decolando de Rio Branco/AC com destino a Porto Velho/RO, foi desviar de umas nuvens escuras que escondiam um temporal tenebroso, perdeu a rota e teve que alternar no endereço de Guajará-Mirim, mas, como o desvio acabou muito longo, sem poder chegar à capital do Território, socorreu-se da pista local. E foi aquele Deus nos acuda! Muitas mulheres intuíam que o final dos tempos havia chegado… Os terços foram lembrados e rezados com contrita devoção, rogando pela salvação das almas. Muito choro! Muitas velas acesas!

A quarta arremetida do monstro de aço sinalizou na cabine um pequeno alvoroço e o pouso não poderia mais tardar… E, mais uma invasão ao país irmão foi determinante para a tomada da pista nacional e o manche foi mais uma vez utilizado, junto com os pedais e a manete para colocar aquele bicho no chão. Entrementes, na cidade fronteira boliviana de Guayaramerin, o pânico também gerou histeria, muito medo e confusão… Afinal, nenhuma ave prateada voava de noite!

E o Catalina veio, veio, veio e, de mansinho, tocou o chão e foi deslizando, deslizando com velocidade ainda alta. Ocorre, que um dono de um dos caminhões colocados na cabeceira contrária (onde hoje é a rodoviária) foi enxergando aquela coisa com suas luzes se aproximando, aproximando, e não contou até dez… Ligou o farol alto na cara do Comandante Muniz, que nem perto estava, mas, que intuiu que estava prestes a se chocar com aquela luz tão forte a sua frente e freou com força total. Resultado: os dois pneus estouraram com um estrondo digno de registro nos anais de “O Imparcial”…

Salvou-se o pneu da bequilha! Alguém gritou: pronto a bomba foi detonada e explodiu! Nos lares, suco de maracujá e xarope maracujina foram receitados em profusão…

O certo é que o Capitão Muniz e staff foram salvos, mas tiveram que aguardar a chegada de outros pneus, dois dias depois, para substituir aqueles que foram dilacerados em função da freada violenta que deu na sua máquina de estimação: um já velho e quase vencido CATALINA!

PTBGA

O PBY-5A CATALINA PT-BGA do Cmte MUNIZ (SAVA)
Não lembro se o “monstrenguinho” era esse…

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Adaptação do Artigo “Os dois catalinas: um da FAB, o outro, do Capitão Muniz – CRÔNICAS GUAJARAMIRENSES” do escritor Paulo Cordeiro Saldanha.

Sobre o Autor: PAULO CORDEIRO SALDANHA nasceu, em 1946, em Guajará–Mirim/RO. Advogado e hoteleiro, foi Presidente de Bancos Estaduais de Rondônia e Roraima, Diretor do Banco da Amazônia, e Diretor–Geral do Tribunal Regional do Trabalho da 14º Região. Cronista e romancista, é Membro Fundador da Academia Guajaramirense de Letras-AGL e Membro Efetivo da Academia de Letras de Rondônia-ACLER.

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VIDA

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Estou no compasso que indica o caminho,

nas curvas que em paz não invejam a reta,

nos olhos que veem liberdade no ninho,

nos passos de quem não desiste da meta.

 

Sou vida, lembrança, momentos felizes.

Nas coisas mais simples encontro alegria.

Estou na esperança: curar cicatrizes,

deixar que a saudade se torne poesia.

 

Sou vida, coragem de erguer a bandeira.

Defendo a premissa de sermos iguais.

Estou no trabalho subindo a ladeira

que vence os limites, no fundo, irreais.

 

Sou livre pensar dessas mentes abertas

que lutam por sonhos que não são só seus.

Proponho verdade nas horas incertas.

Nem sempre consigo esquecer um adeus.

 

Sou vida e eu sempre me faço presente

pois é no presente que faço valer.

Estou no momento, precioso, indolente,

em que simplesmente eu aprendo a só ser.

 

E quando eu termino e escureço a memória

percebo que ainda prossigo serena.

Cumprida a missão eu escolho outra estória

que pode ser curta, mas nunca pequena.

 

Um dia, porém, minha chama se encerra.

Revejo os mil planos que fiz desde outrora.

O tempo se curva… A cortina se fecha…

E eu longe do palco, pergunto: E agora?

Márcia Etelli Coelho – Cadeira 34 ABRAMES

Poema Vencedor Concurso ABRAMES 2017

APRESENTAÇÃO DO ACADÊMICO SAMUEL CASTIEL

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        No evento cultural em comemoração ao 36. Aniversário da Acler- Academia de Letras de Rondônia, o acadêmico Dr. Samuel Castiel apresentou uma RESENHA sobre o livro ANOS DE CHUMBO, de autoria do escritor Chico Buarque de Holanda, este mais conhecido do grande público pela excelência de sua trajetória na música popular brasileira.

    A resenha elaborada pelo acadêmico Samuel Castiel apresenta uma análise breve e objetiva da obra ANOS DE CHUMBO, proporcionando aos amantes da leitura uma espécie de prévia sobre o contexto do livro então resenhado. Estas pois são características de uma resenha literária, porém, encontramos mais do que isto.   

   Apesar de a resenha literária não possuir caráter de natureza acadêmica, identificamos, na análise do escritor Samuel Castiel, peculiaridades que nos reportam a idiossincrasias presentes na resenha crítica, quando o autor menciona, por exemplo, sua própria percepção de ironia e de traços da essência mesma que perpassa os personagens em contextos criados pelo autor.    

    Cabe ressaltar também a objetividade, a concisão e a descrição cuidadosa presentes na resenha apresentada pelo acadêmico Samuel Castiel, aspectos estes fundamentais a esta categoria de composição literária.

     Parabéns pelo ótimo trabalho, confrade Samuel!

 

Sandra Castiel

Membro efetivo da Academia de Letras de Rondônia, Cadeira 36

 

 

Imortais da ABL recusam prêmio dado a bolsonarista

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O escritor, poeta e tradutor Marco Lucchesi e o professor emérito da UFRJ Antonio Carlos Secchin, ambos imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL), recusaram-se receber a Ordem do Mérito do Livro, entregue pela Biblioteca Nacional (BN). Eles rejeitaram a comenda depois de saberem que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), como o deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), também seriam agraciados.

Secchin justificou a recusa afirmando que não se sentiria bem compartilhando uma medalha, como a do Mérito de Livro, com pessoas que, provavelmente, “não veem no livro mérito nenhum”.

“Quando aceitei a medalha, supunha que ela seria entregue a pessoas que, como no meu caso, tivessem vivência com a Biblioteca Nacional e com o universo do livro. Porém, pelo que soube há pouco, a cerimônia vespertina se constituirá na celebração de uma única diretriz política, agraciando pessoas sem relação com livros, biblioteca e cultura”, criticou.

Incômodo
Lucchesi também deixou claro que se sentia incomodado em ser agraciado com uma comenda que seria entregue também para pessoas que não têm relação com a cultura e com a visão do atual governo sobre o setor.

“Convidado a receber a medalha da Biblioteca Nacional, e estando longe do país, acabo de saber que a mesma medalha será destinada, dentre outros, ao presidente da República e a alguns de seus mais fiéis seguidores. Por isso mesmo, não tenho condições de recebê-la”, tuitou. Segundo o escritor, aceitar a medalha “seria referendar Bolsonaro, que disse preferir um clube ou estande de tiro a uma biblioteca”. “Agradeço, mas não posso aceitar”, completou Lucchesi.

A rejeição de ambos foi provocada, sobretudo, porque a Biblioteca Nacional confirmou que Daniel Silveira seria homenageado com a comenda. “Recusei porque não sabia que Silveira seria agraciado, assim como outros nomes bolsonaristas receberiam a medalha”, admitiu.

O deputado foi condenado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por ameaças aos ministros da Corte. Ele até dormiu no Plenário da Câmara dos Deputados por se recusar a colocar uma tornozeleira eletrônica. Sua pena, porém, foi perdoada por meio de indulto concedido por Bolsonaro, publicado em 21 de abril — menos de 24 horas depois de ser condenado a mais de oito anos de prisão.

Quem é o autor catarinense eleito para a Academia Brasileira de Letras

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O escritor e professor catarinense Godofredo de Oliveira Neto vai ocupar a cadeira 35 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Após receber 22 votos na eleição de quinta-feira (9), o romancista de Blumenau, no Vale do Itajaí, assume o lugar de Cândido Mendes de Almeida, que faleceu em 17 de fevereiro deste ano.

Nascido em 1951, o escritor publicou 21 livros de contos e romances. Entre os mais conhecidos estão O Bruxo do Contestado (1996) e Amores Exilados (2011), que mesclam ficção com episódios da história brasileira, como a Guerra do Contestado, em Santa Catarina, e a ditadura militar de 1964-1985.

Godofredo começou a escrever na adolescência. Mudou-se para o Rio de Janeiro na época da faculdade. Por causa de alguns textos, foi intimado a prestar depoimento na época da ditadura. Vendo o desaparecimento de amigos, decidiu se exilar na França, onde se formou em Letras e cursou o mestrado. O doutorado foi na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde é professor desde a década 1980.

Ex-morador de Paris, o autor teve alguns livros traduzidos do francês, como “Esquisse (2021)”, “Menino oculto (2005)” e “Amores Exilados”. “Ana e a margem do rio” (2002) foi publicado na Bulgária e recomendado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

O blumenauense é descendente de imigrantes alemães e italianos no Brasil, que sofreram com os impactos da Segunda Guerra Mundial e, por isso, o tema é bastante presente em sua literatura. Em 1997, por exemplo, lançou “Pedaço de Santo”, obra que aborda as adversidades vividas pelas minorias à época.

Premiações

Godofredo de Oliveira Neto é novo imortal da ABL

Desde 2018, Godofredo de Oliveira Neto é membro da Academia Catarinense de Letras e também integra a Academia Carioca de Letras.

O escritor catarinense recebeu premiações como a Medalha Euclides da Cunha da Academia Brasileira de Letras e a Medalha Cruz e Sousa do Estado de Santa Catarina, além do segundo lugar no Prêmio Jabuti (2006) para a obra “Menino Oculto”.

VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Um pouco da história política recente de Rondônia (II)

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1976 – UMA EXPERIÊNCIA DE VOTO DISTRITAL EM RONDÔNIA

Até novembro de 1977 Rondônia contava apenas dois municípios, Porto Velho, que se estendia do Abunã até à divisa com o Estado de Mato Grosso, e Guajará-Mirim, na região dos rios Mamoré e Guaporé, abrangendo áreas de alguns (hoje) municípios ao longo da BR-429.

A Câmara de Porto Velho, cujas eleições não aconteciam desde a década de 1920 e foram retomadas em 1969, teve naquele ano e depois em 1972 apenas vereadores moradores da sede municipal.

Em 1969, num período em que para exercer qualquer função em órgão público os órgãos de segurança faziam uma devassa na vida do cidadão, o jornalista Dionísio Xavier da Silveira, membro do Partido Comunista, foi um dos eleitos, pela Arena, partido do governo.
Na eleição de 1972, o radialista Osmar Vilhena, sozinho, fez votos suficientes para que o MDB elegesse cinco. E logo depois, com possibilidade de Osmar fazer sombra ao “Cacique” Jerônimo Santana, o próprio partido que devia ser maioria graças a Osmar, articulou e conseguiu sua cassação.

Em 1972 outro também do PCB foi eleito, Cloter Mota, reeleito em 1976 e que em 1982 foi eleito para escrever a primeira Constituição estadual.

Em 1976 Porto Velho teve uma espécie de “eleição distrital”, à moda rondoniense. Os candidatos eram apenas da Arena, de sustentação do Governo – no Território na maioria das vezes isso não vogava, e do MDB, a chamada “oposição consentida”.

Naquele ano pela primeira vez se fez sentir a voz do novo rondoniense, migrantes que entraram pela BR-364 e que vinham aos poucos ocupando espaços tanto na área social quanto, mudando, o direcionamento econômico com a inserção da agricultura em larga escala (plantando o que hoje é o agronegócio rondoniense) e o político.

Fechadas as urnas, contados os votos, para o período a se iniciar em 1977 na Câmara de Porto Velho, quando foram eleitos 14 vereadores, foi pela primeira vez composta com representantes das vilas que se estavam formando ao longo da BR-364 sentido sul.
A Arena elegeu seis vereadores, três do interior: Nunoi Itsumi (Vila Rondônia), João Cabral (Pimenta Bueno) e Osmar Costa (Vilhena). Da capital foram Marise Castiel (primeira mulher eleita em Porto Velho), João Bento da Costa (que em 1978 mudou para o MDB) e Antonio Leite da Fonseca.

O MDB trouxe quatro do interior: José Viana (Vila Rondônia), Noé Inácio dos Santos (Presidente Médici), João Dias (Ouro Preto), João Gonzaga (Cacoal). De Porto Velho o MDB elegeu Itamar Moreira Dantas, Abelardo Castro Filho, Cloter Mota, Paulo Strutos Filho.

O interior logo perdeu uma cadeira, porque Nunói Itsumi foi nomeado prefeito de Ji-Paraná renunciado à vaga na Câmara, assumindo o professor Amizael Silva, que fora vereador entre 1973 e 1977.

Lúcio Albuquerque
Repórter e pesquisador da história pós visita de Getúlio Vargas (1940)

Um pouco da história política recente de Rondônia (I)

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MDB – RAÍZES DESDE A LUTA DE CUTUBAS E PELES-CURTAS ATÉ 1978
 

Beneficiado por raízes históricas das quase octogenárias disputas entre “cutubas” – ligados ao histórico cacique Aluízio Ferreira – e “peles-curtas”, Paulo Saldanha/Joaquim Rondon/Renato Medeiros, o MDB rondoniense, a menos de quatro meses de sua 11ª eleição estadual, pelo que se ouve dentro e fora da sede regional, “está à deriva”.

 

 

Um problema que, ao contrário do que se propor, vem acontecendo há alguns anos, e os números obtidos nas últimas eleições, pela seção local do partido criado pelo ato institucional nº 2/1965 quando, com raras exceções, os fundadores no então Território eram “cutubas”, provam que os números têm razão.

O governador, nomeado pelo presidente da República por indicação do deputado federal em mandato, o primeiro, em 1947, Aluízio Ferreira, líder “cutuba”, era preciso ter muita coragem para ser de oposição.

“Hoje o partido perdeu o protagonismo”, disse influente membro, com vários mandatos exercidos desde a primeira eleição estadual e o que não é difícil ouvir, às vezes de forma diferente mas com o mesmo sentido, no prédio da Rua Elias Gorayeb, edifício dos “bons tempos” que a sigla viveu.

 

Pelo que se observa mais uma vez o MDB, que já elegeu quatro governadores (considerando Confúcio Moura em 2010 e 2014), vai para a disputa estadual sem “cabeça” e, também, sem um nome viável ao Senado.
CAMINHADA
Os “peles-curtas”, de onde se originaria o MDB, elegeriam dois dos cinco deputados federais (cada Território só elegia um deputado) entre 1947 e 1964, mas ganhou três vezes com Jerônimo Santana em 1970, 74 e 78, período em que o grupo volta a ter força política, e se estruturar melhor, a partir de 1970.

 

 

 

No período Rondônia tinha dois municípios e a Câmara de Porto Velho (o outro era Guajará-Mirim) era a voz dos moradores desde a capital do Território até Vilhena, o que só mudaria a partir de 1976 quando foram eleitos sete vereadores oriundos dos distritos da região sul rondoniense da BR-364 para a Câmara portovelhense.     

Naquela três eleições (70, 74 e 78) Jerônimo, com um discurso voltado para o restabelecimento da garimpagem manual, que ele, como advogado, deveria saber, que a decisão de reabrir o garimpo independeria de deputado federal, agrupou os filiados ao MDB, então uma autêntica babel política que incluía de cristãos a comunistas.

Além do discurso contra o fechamento do garimpo manual Jerônimo também carregou contra governadores do período pós-1964, todos coronéis do Exército, sem habilidade com o trato político. Talvez única exceção dentre os nomeados o engenheiro Wadih Darwich tenha sido o único civil.
 

Independente dos resultados positivos que qualquer governador conseguisse, o discurso de JerÔnimo e todos no MDB era um só, como em 1977, em entrevista ao jornal A Tribuna, dizia o então vereador Cloter Mota, comunista mas abrigado no MDB, e constituinte da 1ª Constituição estadual, “todos são coronéis desempregados”.

 

 

Jerônimo explorou o ressentimento que parcela importante da população local teve devido à extinção da ferrovia Madeira-Mamoré, com a culpa jogada na ação do 5º BEC, que pode ter cometido “pecados”, mas é preciso considerar que, no caso da ferrovia, o Batalhão já chegou com ela considerada extinta.

 

Além disso, vivia-se um período de exceção, em que a ação política, mesmo que partida de um governador, tinha poucas chances de reverter decisões.

 

(*) Leia terça-feira o II capítulo de “Um pouco da história política recente de Rondônia”.
Lúcio Albuquerque
Repórter e pesquisador da história pós visita de Getúlio Vargas (1940)

Médico e escritor Paulo Niemeyer Filho toma posse como imortal na Academia Brasileira de Letras

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Paulo Niemeyer Filho passa a ocupar a cadeira de número 12, deixada pelo escritor e crítico literário Alfredo Bosi, que morreu de Covid em abril do ano passado. A escolha do neurocirurgião reforça a presença e a importância da ciência na academia.

 

O médico e escritor Paulo Niemeyer Filho tomou posse na Academia Brasileira de Letras. A solenidade foi marcada por discursos sobre a importância da ciência.

A casa de Machado de Assis abriu as portas para artistas, políticos, autoridades e cientistas numa noite solene. Convidados de diferentes áreas prestigiaram a posse de Paulo Niemeyer Filho.

O neurocirurgião, autor de dois livros, um deles “O labirinto do cérebro”, finalista do Prêmio Jabuti, se juntou a outros imortais, vestidos com o fardão usado em noites de cerimônia.

Paulo Niemeyer Filho passa a ocupar a cadeira de número 12, deixada pelo escritor e crítico literário Alfredo Bosi, que morreu em abril do ano passado de Covid. A escolha do neurocirurgião reforça a presença e a importância da ciência na academia.

Paulo Niemeyer Filho toma posse como ´imortal´ da ABL
“Nesse momento em que a ciência foi fundamental durante a pandemia e que a ciência está sendo menosprezada pelas políticas governamentais, a chegada do Paulo Niemeyer na Academia Brasileira de Letras é uma mostra de que nós não concordamos com o que está acontecendo e queremos enfatizar a importância da ciência no país”, conta Merval Pereira, presidente da ABL.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, presidente da Corte, e Luís Roberto Barroso também acompanharam a posse.

“Acho que tem um papel simbólico muito importante. É a valorização da ciencia e da medicina nesses tempos muitas vezes de obscurantismo e de negacionismo. Portanto, eu acho que é uma homenagem à ciência, mas sobretudo uma homenagem a um grande profissional”, relata Luís Roberto Barroso.

 

 

Sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer e filho do também neurocirurgião Paulo Niemeyer, o novo imortal lembrou que os médicos sempre estiveram presentes desde a fundação da Academia. Ele é o 24° a participar da história da ABL.

O acadêmico, que completou 70 anos em abril, falou sobre a vida dedicada à medicina e relembrou os desafios da ciência.

“Coube a mim prorrogar a presença da ciência nesta casa, justamente no momento em que o mundo científico sai vitorioso no combate ao coronavírus. A Academia abre hoje as suas portas para um médico que trabalha pela vida, e que é fervorosamente a favor das pesquisas cientificas , das vacinas e das artes. Obrigado”, agradeceu Paulo Niemeyer Filho.

O escritor Joaquim Falcão deu as boas-vindas: “Paulo, obrigado pelo seu exemplo. Sólida formação, a serenidade, as mãos dadas com o paciente, o bom exemplo profissional e o humanismo a favor do Brasil”.

“Paulinho tá chegando pra ocupar o seu lugar nesse sentindo, o seu lugar de médico, de cientista importante e de uma corrente mais importante ainda nos tempos modernos, que é a questão cerebral”, ressaltou Gilberto Gil.

“É a vitória da ciência, é a importância da ciência. E isso já aconteceu no passado, quando houve a revolta da vacina, que foi um momento muito grave, e Oswaldo Cruz foi consagrado e eleito para academia. A academia sempre esteve presente nesses momentos de defender os valores civilizatórios”, finaliza Niemeyer.

Evento de sucesso promovido pela Acadêmica Zelite Carneiro; Happy hour Beneficente foi realizado na Casablanca Cerimonial e Eventos

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O dia 03 de junho de 2022 foi marcado  com um alegre Happy hour Beneficente na Casablanca Cerimonial  e Eventos . Verdadeiro encontro festivo entre a Congregação das Irmãs Missionárias  Scalabrinianas  lembradas como Mãe dos Migrantes e a ABMCJ/RO -Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica, Comissão de Rondônia .
  O clima era de muita alegria  até porque convencionou-se  que o evento seria exclusivo para mulheres  , como de fato ocorreu .