Podcast – Dr. Samuel Castiel
Podcast – Dr. Samuel Castiel

Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará, em 1974, fez residência médica em ortopedia no Hospital de Traumato-Ortopedia (Rio de Janeiro), concluída em 1976, e especializações em Medicina do Trabalho (Universidade Gama Filho, 1975), e Medicina do Esporte (Universidade Estadual do Rio de Janeiro, 1976). Foi eleito chefe do médicos residentes em 1975, e Idealizador da I Jornada de Médicos Residentes em Ortopedia do Rio de Janeiro, ocorrida no mesmo hospital, em 1976.
Participou de mais de uma centena e meia de eventos médicos entre cursos e congressos no Brasil, Estados Unidos, Cuba e França.
Exerceu o magistério na Fundação Universidade do Pará (Fundacentro), em Porto Velho, e na Universidade Federal de Rondônia (Unir). Foi eleito patrono da primeira turma de Educação Física da Fundacentro.
É membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Colégio Internacional de Cirurgiões e do Centro Brasileiro de Estudos da Coluna Vertebral.
Foi diretor do Hospital das Doenças do Aparelho Locomotor (1978-1982); estruturou e foi o primeiro diretor-geral do Hospital de Base Ary Pinheiro (1983-1985) — este, o maior da Amazônia.
Fundou e foi o primeiro presidente do Sindicato dos Hospitais de Rondônia e, em seguida, do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Rondônia.
É membro efetivo da Academia Rondoniense de Letras, Ciências e Artes e da Academia de Letras de Rondônia. Publicou 20 livros, 3 opúsculos e participou de 8 coletâneas. É autor da obra 50 Anos nos Trilhos da Ética – História do Cremero e dos Primórdios da Medicina em Rondônia (2013), publicada em comemoração à instalação do Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero). Escreve em diversos sites jornalísticos e médicos.
É artista plástico, chargista e cartunistas com trabalhos publicados em diversos sites, livros e jornais impressos. Criou o Planimorfismo (2008), uma variante do estilo de artes plásticas geometricista com imagens construídas exclusivamente por planos, entre outros aspectos peculiares descritos pelo autor em seu Manifesto Planimorfista. Foi curador de 4 edições do Concurso de Pintura de 17ª Brigada de Infantaria de Selva e dos festivais de cultura promovidos pelo Cremero.
Idealizou e apresentou o Programa Viva Porto Velho, na Rede TV (RO), uma vez por semana, durante 5 anos (2009-2014); apresentou, por 3 anos, o programa radiofônico Porque hoje é sábado…, na Rádio Cultura, e foi comentarista da Rádio CBN Amazônia.
Entre as homenagens já recebida pelo médico polímata, estão a Moção de Aplauso outorgada pela Câmara Municipal de Porto Velho, por relevantes serviços prestados ao município (2013); amigo da Brigada Príncipe da Beira, por curadoria de eventos culturais (2014); colaborador Emérito do Exército Brasileiro (2015); colaborador nas comemorações alusivas aos 70 anos da participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial (2015); Comenda Ary Tubinambá Penna Pinheiro, por ter se destacado na evolução da Medicina, das Artes e da Literatura (2018).
Foi com esse diversificado currículo, enviado pelo Cremero ao CFM, que o referido médico concorreu à disputada comenda, e foi escolhido, entre os indicados pelos demais conselhos regionais de medicina de todos os estados brasileiros, para receber condecoração.

O Presidente da Acler, Francisco Chagoso, deu as boas-vindas a todos e discorreu sobre a satisfação de ser filho de Porto Velho e morar nesta cidade, assim, uma vez por outra escreve algo sobre Porto Velho ou Rondônia
Na fruição literária tivemos a participação de alguns Confrades e Confreiras: O Presidente Francisco Chagoso com o “Auf Wiedersehen…”,” Au revoir …” – Em tom natalino, Rosas do Beiradão e REO e Areal. Drº Samuel Castiel participou com Mini-contos “Memórias Atemorizantes e Vacina do Sapo”, ambos do livro Rios de Histórias. José Monteiro compartilhou o conto “A missa de natal do Padre Hisea, Cesar Marine recitou um pantum, chamado “Cotidiano”, feito a seis mãos, Marine, Chagoso e Neide Pantoja. Evaldo Schwambach recitou a poesia de sua autoria, “A busca é vazia – Luto e Melancolia”. Átila Albañez por sua vez participou com o poema “Llegó la tarde” de Maria Cristina Camilo.
A Confreira Sandra Castiel citou o poema de sua autoria “Bagagem”. A Confreira Carminda Santos, recitou partes dos livros: Antologia da Acler, autora Confreira Yedda Pinheiro e “Calendário – Limite e Prazo” citação bíblica no livro Corrente de Palavras- Elos de Reflexão de Evaldo Schwambach.
Foi um momento de riqueza literária, inesquecível! Confreira cantora Rose, teve sua participação com três músicas e a esposa do Confrade Evaldo Schwambach, Jêile, também participou com uma música na língua espanhola. Ambas cantaram e encantaram.
Segundo o presidente Francisco Chagoso, sem dúvida nenhuma, esse evento, além de resgatar o momento de alegria, ele também marca o início de uma nova etapa. A recessão foi grande. Esse evento abre uma nova expectativa de que o próximo ano sejamos muito mais felizes e vamos nos reunir mais vezes, trazendo muito mais alegria, muito mais encanto e mais produção literária que é o nosso objetivo maior”, conclui o presidente da ACLER, Francisco Chagoso.
O escritor, editor e sociólogo Jorge Caldeira tomou posse na Academia Brasileira de Letras (ABL), assumindo a cadeira número 16 nesta sexta-feira (25).
Caldeira foi eleito por maioria absoluta à cadeira número 16 em julho. Ele concorria com outros nove nomes e foi eleito com 29 votos.
Na cerimônia de posse, Caldeira recebeu um discurso de boas-vindas de Celso Lafer. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não pode comparecer, mas mandou um vídeo.
“É um lugar que permite um convívio, e permite uma conversa e permite uma espécie de diálogo não só entre os acadêmicos, mas com todo mundo, que é sempre muito bom. Então, é uma alegria grande estar aqui”, disse Caldeira, na cerimônia de posse.
“Caldeira já deu contribuições muito grandes e vai continuar dando a esse entendimento do que é o Brasil e da possibilidade do Brasil recuperar seu lugar no mundo”, afirmou o presidente da ABL, Merval Pereira.
Participaram da eleição de Caldeira 33 acadêmicos de forma presencial ou por carta. Antes, a cadeira 16 estava ocupada pela escritora e acadêmica Lygia Fagundes Telles, que morreu no dia 3 de abril.
Reconhecido por seus relatos inovadores sobre o país, Jorge Caldeira é escritor e cientista social com mestrado em sociologia e doutorado em ciência política pela USP.
Publicou “Mauá: empresário do Império” e, ao longo de suas 20 obras, vem recuperando personagens esquecidos para recontar a história brasileira. Autor do best-seller “História da riqueza no Brasil”, é conhecido também por apresentar a era colonial de forma inovadora, com uma visão diferente da oficial.
Escreveu livros sobre Diogo Antônio Feijó, José Bonifácio, Noel Rosa, Ronaldo, Guilherme Pompeo, Júlio Mesquita e outras personagens citadas em obras como “Brasil – A história contada por quem viu”, ”101 brasileiros que fizeram história” e “História do Brasil com empreendedores”.
Também atuou em diversas frentes do mercado editorial, como publisher da revista Bravo!, consultor do projeto Brasil 500 anos, da Rede Globo, editor nas revistas Exame e Isto É, e no jornal Folha de S. Paulo.
Além de Lygia Fagundes Telles, também já ocuparam a cadeira 16 o crítico literário Araripe Júnior (fundador) – que escolheu como patrono o poeta Gregório de Matos -, Félix Pacheco e Pedro Calmon.
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Antes de entendermos melhor sobre quem são as pessoas que estão na lista da Academia Brasileira de Letras, é necessário saber como ela foi criada. Este é um fator interessante da cultura brasileira que grande parte das pessoas não conhece.
Sendo assim, na cidade do Rio de Janeiro, em 20 de julho de 1897, Lúcio de Mendonça (1854-1909) tomou a iniciativa de criar a Academia Brasileira de Letras, nos moldes da francesa, mas ele não estava sozinho nesse objetivo, pois esteve acompanhado de Machado de Assis (1839-1908) na empreitada.
Desse modo, nasceu a reunião que era feita duas vezes ao ano, e foram decididas as poltronas de cada membro da Academia Brasileira de Letras. Cada fundador escolheu um patrono para sua cadeira. Assim, Machado de Assis escolheu José de Alencar (1829-1877), enquanto Lúcio de Mendonça optou por Fagundes Varela (1841-1875).

Desse modo, na reunião de 1897, foi realizada a inauguração da Academia Brasileira de Letras, que contou com um discurso feito por Machado de Assis. E nessa ocasião estiveram reunidos os 16 escritores mais importantes da época, como: Joaquim Nabuco (1849-1910), Artur de Azevedo (1855-1908), Olavo Bilac (1865-1918) e outros mais.
Contudo, mesmo que a criação tenha sido realizada em 1897, a Academia Brasileira de Letras não teve um local definido até 1927.
A instituição ficou com endereço indefinido por cerca de 30 anos. Sendo assim, mesmo que a reunião inaugural tenha sido na Pedagogium, um centro cultural na Rua do Passeio, sua sede oficial acabou sendo no centro do Rio de Janeiro, na Avenida Presidente Wilson, no Petit Trianon.
Aliás, um fato interessante é que essa sede foi construída como uma réplica exata do prédio Madame de Pompadour, em Versalhes no século XVIII, que era a residência da Jeanne-Antoinette Poisson, amante do Rei Luís 15 (1710-1774).

Mas quais são os membros da Academia Brasileira de Letras atualmente? Bem, agora que você já sabe a história da instituição, vamos listar quem são os membros ativos da Academia hoje em dia, confira abaixo:
No ano de 2021, foram recebidos novos membros para a instituição. Ao todo, são sempre 40 integrantes oficiais entre efetivos e perpétuos. Como são feitas as escolhas em relação aos novos membros após a morte de algum membro? Vamos explicar rapidamente sobre isso.
Logo depois da Sessão da Saudade, que ocorre sempre na primeira quinta-feira após o dia do falecimento do integrante, são abertos 30 dias para que novas pessoas possam se candidatar por via de cartas para o atual presidente da Academia Brasileira de Letras. Quando houverem passado 60 dias após a abertura das candidaturas, são feitas as votações para que os novos membros possam ingressar na instituição.
E foi desta forma que foram decididos os novos cincos membros da Academia Brasileira de Letras em 2021. Há pessoas bastante conhecidas por todas as pessoas do Brasil nesta lista, e que receberam essa honraria de estar entre 40 membros oficiais da instituição.
Nós vamos compartilhar um pouco sobre quem são as pessoas que ingressaram na Academia Brasileira de Letras e o motivo pelo qual elas foram aprovadas na instituição, então confira tudo isso a seguir e conheça os cincos novos membros:
Pois bem, como foi falado, novos integrantes entraram para a Academia Brasileira de Letras, e entre esses novos membros está a conhecida atriz Fernanda Montenegro. Nós, brasileiros, conhecemos Fernanda Montenegro por suas atuações espetaculares em novelas, teatro e filmes, já que além de ser uma ótima atriz, ela foi a única brasileira a ser indicada para o Oscar de Melhor Atriz pelo seu papel em Central do Brasil (1998).
Fernanda Montenegro é autora da sua autobiografia Prólogo, Ato e Epílogo, mas sua participação na instituição foi criada para melhorar as atividades entre a Academia Brasileira de Letras e as artes cênicas. A artista é bastante conhecida por suas ações em prol da cultura brasileira e esse é um dos grandes motivos da escolha.
Assim, Fernanda Montenegro recebeu 32 votos para ingressar na Academia Brasileira de Letras no dia 4 de novembro de 2021. Ela se tornou a dona da cadeira 17 na instituição, que era ocupada pelo acadêmico e diplomata Affonso Arinos de Mello Franco. Inclusive, a artista se tornou a primeira mulher a ocupar esta cadeira na história da instituição – antes a cadeira teve Sílvio Romero (Fundador), Osório Duque-Estrada, Roquette-Pinto, Álvaro Lins e Antônio Houaiss como seus ocupantes oficiais.
Outro membro que foi aprovado em 2021 para ingressar na instituição é bastante conhecido pelas sua arte e ações em prol da cultura brasileira. O músico, cantor e multi-instrumentista brasileiro Gilberto Gil é o mais recente integrante da Academia Brasileira de Letras.
Desse modo, o artista ocupou a cadeira de número 20, que antes era ocupada pelo advogado, escritor e jornalista brasileiro Murilo Melo Filho. E essa cadeira já teve as presenças de Salvador de Mendonça (Fundador), Emílio de Meneses, Humberto de Campos, Múcio Leão e Aurélio de Lyra Tavares.
Sua aprovação na instituição tem como objetivo melhorar a relação entre a Academia Brasileira de Letras com a música e a cultura popular brasileira.
Em 27 de maio de 2021, Paulo Niemeyer Filho foi aprovado para ingressar na Academia Brasileira de Letras em uma cerimônia no Petit Trianon, no Centro do Rio. Desse modo, ele ocupa a cadeira de número 12, que anteriormente tinha o professor e crítico literário Alfredo Bosi como seu dono, e que também já foi ocupada anteriormente por Urbano Duarte (fundador), Vítor Viana, José Carlos de Macedo Soares, Abgar Renault e Lucas Moreira Neves.
E como você já deve ter se lembrado logo de início pelo nome, Oscar Niemeyer foi um dos grandes arquitetos da história do Brasil e do mundo, e Paulo Niemeyer Filho é seu sobrinho. Contudo, o novo membro da Academia Brasileira de Letras optou por seguir sua carreira como neurocirurgião e, por conta disso, se tornou autor dos livros O que é ser médico e No labirinto do cérebro. Além disso, hoje ele é Diretor Médico do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, e Membro do Conselho da Fundação do Câncer.
Seguindo em frente com a lista, há José Paulo Cavalcanti, que é um jurista e escritor pernambucano e que foi aprovado para ingressar na Academia Brasileira de Letras em 10 de junho de 2021.
Sendo assim, agora ele ocupa a cadeira de número 39 da instituição, anteriormente ocupada por um dos ex-vice-presidentes do Brasil, o advogado e professor Marco Maciel.
Além disso, a lista de ocupantes desta cadeira é grande, contando com as presenças de Oliveira Lima (fundador), Alberto de Faria, Rocha Pombo, Rodolfo Garcia, Elmano Cardim, Otto Lara Resende e Roberto Marinho.
José Paulo Cavalcanti é autor de 18 obras literárias que também foram publicadas fora do Brasil, e pode ser reconhecido como um dos grandes conhecedores de Fernando Pessoa, escritor português. Algumas das obras de Cavalcanti que abordam o autor português são: Fernando Pessoa Uma Quase Autobiografia, Fernando Pessoa, O Quase Fim de Serapião Filogônio, Adeus Penderama e outras escritas, O mel e o fel, Somente a verdade e outros mais.
Por fim, nós temos o último membro a ser aprovado para ingressar na Academia Brasileira de Letras, Eduardo Giannetti. O escritor, professor e economista será dono da cadeira de número 2, que era ocupada pelo filósofo e professor Tarcísio Padilha. Além disso, essa cadeira já teve a presença de Coelho Neto (fundador), João Neves da Fontoura, João Guimarães Rosa e Mário Palmério.
Em sua cerimônia de posse, Eduardo Giannetti falou um pouco sobre a significância de ingressar na Academia Brasileira de Letras:
Temos deveres e responsabilidades com os que nos precederam e, não menos, com os que vêm depois de nós. Se a memória é a correia de transmissão do espírito entre o passado e o presente, a imaginação criadora é a ponte capaz de nos conduzir ao futuro – o impulso capaz de tornar nossa herança legado, como “tocha olímpica”, às gerações futuras. Elos passageiros e efêmeros, cada um de nós, na cadeia do ser, somos, não obstante, veículos de anseios, talentos e valores que nos transcendem e projetam à eternidade – o belo, o verdadeiro e o bem. Eis a imortalidade que importa.
Além disso, Eduardo Giannetti ressaltou a importância que a Academia Brasileira de Letras tem na sua valorização sobre a arte, cultura, conhecimento e ética brasileira, e também trouxe a reflexão de como esses pontos são importantes dentro da sociedade brasileira.
Eduardo Giannetti é autor de diversas obras literárias como: Auto Engano e O anel de Giges: Uma fantasia ética e outras excelentes obras. Por conta da sua relevância na literatura, o escritor já recebeu o Prêmio Jabuti em duas oportunidades e, também, por ser um grande economista, em 2004 recebeu o prêmio de Economista do Ano, pela Ordem dos Economistas de São Paulo.
| Ana Maria Machado | Joaquim Falcão | Carlos Nejar | José Murilo de Carvalho | Cícero Sandroni |
|---|---|---|---|---|
| Carlos Diegues | Cleonice Berardinelli | Alberto da Costa e Silva | Rosiska Darcy de Oliveira | Ignácio de Loyola Brandão |
| Sergio Paulo Rouanet | Celso Lafer | Marco Lucchesi | Lygia Fagundes Telles | Arnaldo Niskier |
| Antonio Carlos Secchin | Paulo Coelho | João Almino | Antônio Torres | Geraldo Carneiro |
| Alberto Venancio Filho | Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça | Antonio Cicero | Domício Proença Filho | Geraldo Holanda Cavalcanti |
| Nélida Piñon | Merval Pereira | Zuenir Ventura | Evanildo Bechara | Evaldo Cabral de Mello |
| Cândido Mendes de Almeida | Fernando Henrique Cardoso | Arno Wehling | José Sarney | Edmar Lisboa Bacha |
A Academia Brasileira de Letras segue o modelo da Academia Francesa, e possui um conselho de 40 membros; além disso, há 20 correspondentes estrangeiros.
O processo de inscrição para ingressar nesta associação exige que a pessoa seja um autor brasileiro nato e tenha trabalhos publicados em qualquer gênero. Os trabalhos qualificados devem ser reconhecidos como valiosos ou de alta qualidade por outros autores.
Candidatos para imortais são eleitos por uma cédula decidida por voto secreto. Qualquer Acadêmico que morre deixa seu lugar vazio por dois meses. Após sua morte, qualquer pessoa pode se inscrever para se tornar um imortal enviando uma carta ao presidente da academia. Em seguida, após passados os 60 dias da declaração do cargo vago, ocorre a eleição.
Novos acadêmicos recebem um uniforme vistoso como parte de sua cerimônia de posse. Eles também concordam em usá-lo durante seus deveres oficiais. Por tradição, isso geralmente é feito pelo estado onde está localizada sua posição acadêmica.
A Academia de Letras de Rondonia – Acler em sessão de gala no Tetro Banzeiros na noite de sábado empossou como Membros Titulares 3 novos imortais.







Merval Pereira, presidente
11/10/2022
Nos tempos modernos, a biblioterapia, termo originado do grego que significa “terapia por meio de livros”, surgiu com essa denominação numa biblioteca de Massachusetts, nos Estados Unidos, em 1904, quando uma bibliotecária resolveu aplicá-la e aferi-la, obtendo bons resultados.
Nos anos 1930, a terapia pela leitura passou a ser aplicada com mais frequência em hospitais, a partir dos psiquiátricos, atingindo outros tipos de instituições, como asilos.
A biblioterapia é constituída por leituras individuais e/ou coletivas, encenações e outras atividades lúdicas, que se integram às demais atividades médicas, psicológicas, educativas e de enfermagem. Nesse contexto, funciona como instrumento de transformação de estados emocionais desviados ou não da normalidade, em busca do melhor ajuste dos sentimentos. Essa ação terapêutica não se detém na condição passiva do leitor ou do ouvinte, mas de sua interpretação dos textos e consequente interação com seu autor. Assim sendo, lança luz sobre o caminho que dará maior sentido à sua vida.
A leitura é, antes de tudo, uma atividade solitária — o leitor com o livro e consigo mesmo. Sem dúvida que se coloca como o instrumento, até o presente, mais importante para o desenvolvimento intelectual e espiritual do ser humano, oportunizando aprendizado e progresso. Importante em todas as fases da vida, a leitura deve ser cultivada desde tenra idade, devendo ser praticada com prazer para que se torne hábito essencial a fim de nos fazer sentir parte do mundo enquanto pessoas sociais que somos. No contexto coletivo, como no caso de pacientes institucionalizados, por exemplo, propicia o compartilhamento de emoções, dúvidas e angústias que geram a terapêutica sensação de que os incômodos da mente fazem parte da vida, e, ao serem expostos em grupo, fazem com que os participantes interajam entre si como passageiros do mesmo barco existencial.
Amizael Gomes da Silva (*)
Amizael é meu nome,
Professor a profissão;
Nasci por entre as palmeiras
De Bacabal — Maranhão.
Humanizar é o meu lema,
Lealdade o meu refrão.
Sou filho de pioneiros,
Garimpeiro e lavrador
Costurando mosquiteiros
Minha mãe foi onde andou;
Um irmão foi balateiro
E o outro pregador.
Vim para Rondônia criança,
Quando ainda era Guaporé,
Em uma enorme barcaça.
Gente deitada ou em pé;
Peito cheio de esperança,
Coração cheio de fé.
Aquela gente do Nordeste
Fez-se ao grande matagal,
Enfrentando toda peste
Da floresta ou pantanal
Onde tudo se investe
No combate à dor e ao mal.
Enfrentei ainda menino
Todo sofrimento e dor;
Na malária andei caindo,
Neste assunto sou doutor;
Jà tomei muito quinino,
Remédio reparador.
Já remei por muitas águas,
Subi cachoeira, enfim,
Andei o lombo de égua,
Nas veredas dos confins,
Como pacas, jamais…
Do cipó retirei água,
Da raiz do pau também;
Da palmeira quis a alva
Que ó o palmito tem
Comi o fruto da sorva,
Comi carne de moquém.
Já via a morte de pertos,
Agruras e muita dor
Senti fome no deserto
De Vilhena a Roncador
E ninguém passava perto
Quando tudo nos faltou.
Já sofri com borrachudos,
Piuns e carapanãs
Onde até os “barrigudos”
Procuravam os socavões
E o tucano bicancrudo
Voava para os sertões
Já morei em pé de serra,
Na mata e no beiradão.
Já trabalhei na taberna
Sujeito a mais de um patrão
Já me escondi em caverna
Fugindo a grande trovão.
Lutei muito no trabalho
Que me era oferecido;
Vender pão, cavar cascalho,
Pra não me dar por vencido
Cortei lenha, “quebrei galho”
Como qualquer oprimido.
Na roça plantei legumes,
Fiz “escritas” no jornal.
Da lenha tirei o lume,
Tomei bacaba com sal;
Um homem bom se assume,
Não se assume um homem mau.
Minha vida em menino
Foi de grande sofrimento:
Nem sempre em nossa panela
Fervia o bom alimente:
Da carne, feijão, pepino,
Só se via o adiamento.
Comi carne e fiz a boia,
Tomei leite de jumenta,
Já me livrei de tramoia
Botei sempre pela venta,
Aguentei muita pinoia
Que cabra bom não aguenta.
No estudo fui ardente,
Tarefas dei andamento,
E aprendi de repente
Usar do bom argumento,
Sou feliz e independente,
Sem nenhum abaixamento.
Da grandeza vivo longe,
E tenho muitos amigos.
Não me troco por um conde,
Sou do pedante inimigo.
O cruel de mim se esconde
Ou briga muito comigo.
Eu condeno o magistrado,
Que tolera a injustiça,
Recrimino o soldado
Que não ama a justiças.
Tratantes bem disfarçados
Que não querem andar na liça.
O coronel atrevido,
Para mim será desprezado;
O civil comprometido
Por mim será renegado,
O covarde e fingido
Por mim será esmagado.
Aos que ao pobre deprimem,
Dou de rijo nos costados.
O sacrista não se anime,
Em ter-me por aliado
Pra cometer algum crime
Contra o pobre enjeitado.
Na defesa do amigo
Leal, bondoso e decente,
Vou às barbas do inimigo,
Me tornando impertinente,
Enfrento qualquer perigo,
Derrubo qualquer patente.
Amor, coragem e bonança;
Moral, escola e saber,
Impoluto na estrada que avança;
Zêlo no mandar fazer;
Arrojo contra a matança
Eficiência no dizer
Lealdade e segurança.
(*) Professor, escritor, jornalista, deputado estadual relator final da Constituição Estadual de 1983 e a de 1989. (n. 1941/m.
BOLIVAR MARCELINO, Ex-professor da Unir, cadeira número 5 da ACLER, poeta. (n. 1938 e m. 2010)
Porto Velho
Porto Velho da minha infância e da minha adolescência, das barrancas do rio, do velho trapiche do Aripuanã… do ponto inicial da Madeira-Mamoré.
– Debruço-me no teu passado e vejo na retina dos meus olhos: A favela, A Rua-da-Palha, A Ladeira do João-barril, o velho coqueiro solitário da Baixa da União E me perco em memórias e recordações…
Porto Velho das reuniões do Bar-Central, da velha ponte Guapindaia, do Parque Municipal, do “buraco” do Aníbal e do Chico do “buraco”; das velhas casas de madeira dos ingleses, Casa Seis, Três, Hotel-Brasil, do Paraíso e do Clube Internacional.
Porto Velho do Igarapé-Grande, de águas brancas, cristalinas, murmurejantes… do Beco do Mijo, da Ponte do Suspiro, da Vila Confusão.
Porto Velho cosmopolita, de espanhóis, portugueses, ingleses, barbadianos, nordestinos, colonizadores.
Porto Velho do Pedro do Rádio, do Macedo telegrafista, do professor Carlos Costa, do Butioni, do Aluízio, como dizia o Getúlio,
Porto Velho das figuras populares: Zé Quirino e Tainha da política apaixonada: cutuba e pele-curta,
Porto Velho dos diminutivos: Ferreirinha, Oliveirinha, Teixirinha, Freitinhas…
Porto Velho do “gabarito”, da Fifi Lorotoffi, do Nuno IV, do João do Vale,
Porto Velho do “footing” da Praça Rondon, de mil lembranças que trago dentro do peito, na minha saudade; berço de minhas filhas, dos meus filhos, de minhas ilusões.
Porto Velho que dia a dia cresce a retorcer-se num canto do meu coração…