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O Protesto

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Eu sou um cidadão simples, comum, humilde e trabalhador como a imensa maioria dos nossos irmãos brasileiros.

Por Antônio Serafim da Silva, ex sucaneiro intoxicado por DDT

Eu sou um cidadão simples, comum, humilde e trabalhador como a imensa maioria dos nossos irmãos brasileiros.

Meu nome é Antonio Serafim da Silva, tenho 74 anos e sou agente de saúde aposentado da Fundação Nacional de Saúde.

Assiduidade, pontualidade, a simplicidade e a responsabilidade para com a qualidade do trabalho, eram características típicas de todos os trabalhadores da Ex-Sucam no Brasil.

Esse conjunto de atos associados ao caráter do homem sucaneiro foram provavelmente responsáveis pelo alcance dos objetivos de combate, controle e erradicação da malária em quase todo o território nacional.

O serviço moderno de combate a malária iniciou no Nordeste brasileiro em 1958 com a criação da Campanha de Erradicação da Malária – CEM, se espalhando a partir daí para o restante do país.

Em Rondônia, com a nossa ajuda a CEM foi instalada em março de 1962. Mas as suas atividades de fato só iniciaram a partir de junho daquele ano. A CEM foi criada exclusivamente para combater a Malária que, no Brasil, com exceção de Rio Grande do Sul, grassava em todos os estados da Federação. A arma número um utilizada pela CEM no combate à Malária, era o DDT – Dicloro Difenil Tricloroetano, pertencente ao grupo dos organoclorados, recriado pelo químico suíço Poul Muller em 1939 quando foi descoberto todas as suas propriedades inseticidas.

Funcionários da Ex. Sucam do Município de Jaru na década de 80. Fonte: waldirmadruga.blogspot.com.br

A partir desse momento o tal DDT, passou a ser o salvador do mundo no tocante ao combate aos vetores das doenças endêmicas. Esse mérito foi muito explorado e divulgado a época. Contudo, esqueceram de pesquisar e divulgar os males que o inseticida viria a causar aos seres humanos, aos animais as aves e ao meio ambiente de uma maneira generalizada. Inclusive a contaminação do leite materno que serve de alimento para as criancinhas.

No espaço de tempo entre o mês de março e junho de 1962, a CEM promoveu um concurso público para selecionar os primeiros servidores para formação do seu quadro funcional. Para os aprovados no concurso, foi ministrado um curso para habilitá-los no desempenho das novas atividades a serem desenvolvidas pela CEM.

Funcionários da Ex. Sucam do Município de Jaru na década de 80. Fonte: waldirmadruga.blogspot.com.br

Durante o curso ao qual participamos, insistimos muito com o instrutor do referido curso para que nos dissesse quais os males que o DDT poderia nos causar, a resposta era sempre a mesma: o DDT não faz mal a ninguém. Lá pelo décimo sexto dia do curso quando mais uma vez fizemos a pergunta ao instrutor, ele se irritou e mandou preparar uma carga de DDT como se fosse para borrifar uma casa, colocou três dedos da mão direita dentro do liquido e levou a boca deglutindo o inseticida. Daí para frente não se soube mais nada desse cidadão.

Na qualidade de aprovado no concurso público da instituição e no curso de habilitação fui admitido pela CEM, na função de guarda borrifador no dia 1º de junho de 1962. A nossa principal obrigação era a borrifação intradomiciliar com inseticida de ação residual “o DDT” que era dividido em três formulações: “DDT- pó casa de acabamento rústico”, “DDT- pasta casa de bom acabamento de cores claras” “e solução, uma mistura de Xilol, Triton, Querozene e DDT-grau técnico para casas de bom acabamento e cores escuras. Quando alguém borrifava com esse material era necessário parar o serviço até quatro vezes na mesma casa, em razão das frequentes tonturas.

As perguntas sobre os males causados pelo DDT continuavam com freqüência. Porém, as respostas eram sempre as mesmas, o DDT não faz mal para ninguém.

No início da década de oitenta foi a óbito o nosso companheiro de serviço José Pimenta Santos de Carvalho, cujos resultados emitido por um dos maiores e mais conhecidos laboratório do Brasil, o Pardini de São Paulo, que subsidiou o diagnóstico atestando que José Pimenta faleceu por doença causada pelo DDT. A surpresa e a decepção foram tão significativas que decidimos nós mesmos realizar pesquisas em busca de esclarecer a verdade sobre o tal inseticida.

No decorrer do período além de descobrirmos as verdades sobre o pesticida, observamos que vários colegas, bons malaeiros de Rondônia e de outros estados estavam indo a óbitos por complicações oriundas do DDT (causas comprovadas), nos alertamos e por orientação e iniciativa própria e do nosso sindicato o (Sindsef), mais de 1500 servidores entre agentes de saúde e guardas de endemias, se submeteram a exames toxicológicos para verificar se estavam contaminados e qual o grau de contaminação. Qual não foi a nossa surpresa quando verificamos que uns mais e outros menos, mas que todos sem exceção estavam contaminados por elementos do DDT.

Ao levarmos a questão para a Funasa, a resposta veio taxativa, baseado no entendimento do seu toxicologista, os dirigentes da Funasa afirmaram que houve equivoco quanto aos diagnósticos das doenças que estavam afetando os servidores, pois estas, nada tinham a ver com DDT e que os resultados dos exames estavam todos dentro de um padrão de normalidade aceitável.

Entretanto, não é o que afirmaram os especialistas. Para eles, não importa o percentual, mesmo que o resultado seja de 0,1% ainda assim o servidor está contaminado e passível de ser afetado por uma das doenças, ocasionadas pelo infeliz DDT.

Servidores da Ex Sucam do Município de São Miguel do Guaporé. Fonte: waldirmadruga.blogspot.com.br

Os efeitos do DDT no organismo ocorrem depois de atuarem sobre o equilíbrio de sódio/potássio nas membranas dos axônios, provocando impulsos nervosos constantes, que levam à contração muscular, convulsões e paralisia. Outros estudos feitos com a substância, sugerem que a mesma é cancerígena, podendo provocar partos prematuros e causar danos neurológicos, respiratórios e cardiovasculares. Intoxicação aguda nos seres humanos caracteriza-se por cloracnes, na pele, e por sintomas inespecíficos, como dor de cabeça, tonturas, dormências nos membros, convulsões, insuficiência respiratória, fraqueza muscular, perda dos movimentos dos membros e até morte. O enfraquecimento das cascas de ovos das aves foi uma prova dos malefícios do DDT, no meio ambiente.

Fonte: Primavera Silenciosa de “Rachel Carson”

No Brasil o DDT foi usado pela primeira vez em 1945 e só parou em 2009 em razão da Lei a seguir.

Em Rondônia, o início do uso do DDT ocorreu em maio de 1962, quem entrou no serviço de malária naquele ano de 1962, trabalhou trinta (30) anos com o pesticida, uma vez que o seu uso em Rondônia foi suspenso através de movimento dos servidores com esta finalidade no segundo semestre do ano de 1992.

Servidores da Ex Sucam do Município de São Miguel do Guaporé. Fonte: waldirmadruga.blogspot.com.br

A Lei 11.936, de 14 de maio de 2009, foi sancionada nesta data pelo então presidente Lula, que além de extinguir o DDT, recomendou ao Puder Executivo que fizesse um estudo avaliativo sobre o impacto ambiental e sanitário causado pelo uso do DDT. O que é mais admirável na atitude do autor e de quem sancionou, é que as severas recomendações do Art. 4º da referida Lei, foram enfáticas em relação ao Meio Ambiente, porém sobre os brasileiros que manipularam esse “veneno” e doaram a sua juventude, a sua saúde e muitos a própria vida, nem uma palavra. Isso não é motivo de orgulho para nenhum brasileiro, mais sim motivo de tristeza por vivermos em um país onde o trabalhador é considerado abaixo de zero pelo puder público.

Pequena Estatística


Servidores que foram a óbito por câncer de fígado
nos últimos 04 anos

 

01 Gessino Azevedo Viana
(Alvorada D’Oeste)

 Média de
54 anos

 

02 Edivaldo Alexandre dos Santos (Alvorada D’Oeste)
03 Edson Martins de Souza
(Alvorada D’Oeste)
04 Paulo de Souza
(Nova Mamoré)
05 Walid Issa Sabba
(Ji-Paraná)
06 Carlos Rufino de Carvalho
(Ji-Paraná)
07 Lourival de Souza
(Cacoal)
08 José Flavio de Oliveira
(Ji-Paraná)


Servidores que foram a óbito sem fala e sem movimento nos últimos 04 anos

 

01 Valmir Garcia
(região de Alvorada)
 

 

Média de
63 anos

 

02 Waldir Pimenta Santos de Carvalho (Porto Velho)
03 José Barbosa da Silva
(Ji-Paraná)
04 Nivaldo Soares Moura
(Porto Velho)
05 Antonio Titó
(Candeias do Jamari)

 

Servidor com deficiência nos membros inferiores
Julho de 2015

01 Leonel de Souza Brasil
(Candeias do Jamari)

Em que pese o autor, e quem sancionou a Lei de extinção do DDT, não haverem lembrado dos trabalhadores que usando o DDT, deram tudo de si para livrar o Brasil e os brasileiros do flagelo da malária e de outras endemias, e que hoje sofrem com as contaminações e intoxicações, e que muitos já morreram e um número incalculável encontra-se doente, ainda assim esperamos que o puder público possa reconhecer o sacrifício desses brasileiros e um dia resgatar a dívida que tem para com eles ou com seus familiares.

Dessa forma, considerando os benefícios que através do nosso trabalho, conseguimos trazer para a saúde do povo brasileiro e consequentemente para a economia do país; considerando ainda, a forma insalubre, penosa e periculosa que vivíamos diariamente no desempenho de nossas funções; considerando finalmente os nossos companheiros que intoxicados tombaram durante a caminhada e a nós que embora vivos, continuamos sofrendo os males oriundos dos venenos com os quais trabalhávamos, esperamos que o Brasil se disponha a resgatar essa dívida com os servidores da extinta SUCAM.

Meu protesto

Esse é um protesto meu e de todos os meus companheiros de trabalho da ex-Sucam, por sofremos os efeitos danosos dos venenos com os quais trabalhamos na CEM, no DENERu, na SUCAM e na FUNASA. Com média aproximada de 18 anos, respeitando ai a proporcionalidade entre idade e tempo de serviço.

Um exemplo sou eu, Antonio Serafim da Silva que trabalhei direta e indiretamente trinta anos com DDT. Hoje me encontro em Cacoal cidade do interior de Rondônia realizando tratamento no centro de Oncologia São Daniel Comboni.

A duração do DDT no Brasil foi de 64 anos (1945-2009). Nos nossos escritos usamos sempre o DDT em primeiro lugar considerando o seu tempo de uso no Brasil. No grupo dos Organosclorado usamos o DDT e o BHC, nos Organofosforados usamos o Malathion e Diazinon e nos Larvicidas usamos Temofós e Abate. Isto ocorreu até o ano de 2009 quando a Lei 11.936 de 14/05/2009 já descrita acima o extinguiu definitivamente. Os inseticidas usados hoje são os Piretroide que já trazem as necessárias informações.

O objetivo deste texto é levar mais uma vez ao conhecimento público a forma como fomos tratados pelo puder público brasileiro depois de nos desgastarmos ao máximo trabalhando com todos os venenos aqui representados, oportunizando com isso a modificação para melhoria do panorama da saúde pública do Brasil e literalmente a saúde dos brasileiros.

E nós enquanto trabalhadores da linha de frente no combate as endemias o que aconteceu? Fomos abandonados a própria sorte. Dentre nós quem não tem um plano de saúde, está morrendo por falta assistência, são poucos os que podem pagar plano de saúde. A situação é tão séria que para finalizar informamos que as esposas dos servidores só por lavarem suas roupas sujas pelo inseticida estão também contaminadas

NOTA DE PESAR – ACADÊMICO EDUARDO PORTELLA

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A ACLER (Academia de Letras de Rondônia) lamenta informar o falecimento na cidade do Rio de Janeiro do acadêmico Eduardo Portella, ocupante da cadeira de número 27 da Academia Brasileira de Letras, fato ocorrido na madrugada desta terça-feira (3).

CONVOCAÇÃO – ACLER

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Os abaixo assinados sócios efetivos da ACLER, em respeito ao Estatuto e ao bom nome da instituição vêm, pelo presente, em acordo com o artigo 18, ítem V do seu Estatuto convocar assembleia geral da entidade no dia 23/03/2017, às 18 horas, para, respaldados no artigo 41, ítem I que determina competir à diretoria “cumprir e fazer cumprir as normas adotadas pela ACLER” deliberar sobre a legalidade do processo de preenchimento de uma vaga para sócio efetivo e taxação de anuidade aos sócios. A referida reunião será realizada no Tapiri do Condomínio Icaraí I, situado à rua Rio Caúba, bairro Aponiã, nesta. Nestes termos, subscrevem.

Porto Velho, 15 de março de 2017.

Abnael Machado de Lima

Antonio Candido da Silva

Cláudio Batista Feitosa

Dante Ribeiro da Fonseca

Eunice Bueno da Silva e Souza

Gerino Alves da Silva Filho

Hugo Evangelista da Silva

José Valdir Pereira

Yêeda Maria Pinheiro Borzacov 

EDITAL DE ABERTURA DE VAGAS PARA MEMBROS EFETIVOS DA ACLER

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Resolução 02/2017

O presidente da Academia de Letras de Rondônia, de acordo com o Estatuto Social e ouvida a Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 23/03/2017, faz saber a quem interessar possa que se encontra vaga a cadeira de número 11, de sócio efetivo, cujo patrono é o Marechal Candido Mariano da Silva Rondon, por motivo do falecimento de seu ocupante, o Acadêmico Raymundo Nonnato Castro.

Em razão do acima exposto declara abertas as inscrições, pelo prazo de vinte dias (20) a contar da publicação desse edital, para o preenchimento da referida vaga, na forma do seu estatuto.

1) O requerimento de indicação do candidato será dirigido ao presidente da Academia de Letras de Rondônia, deverá ter, no mínimo, o aval de 2/5 (dois quintos) dos acadêmicos efetivos e poderá entregue no seguinte endereço: JORNAL O ALTO MADEIRA, sito a Av. Imigrantes, ao lado da UNESC, no horário das 14h as 19h de segunda a sexta-feira.

2) No referido requerimento serão anexos a prova de residência no Estado de Rondônia por mais de 10 (dez) anos; curriculum vitae das atividades culturais do indicado; um exemplar de cada livro ou obra literária que tenha o indicado tenha publicado e prova de consentimento do candidato.

Porto Velho, 24 de março de 2017.

ACLER INICIOU ANO ACADÊMICO COM SARAU LITERÁRIO

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A Academia de Letras de Rondônia abriu, na noite de quinta-feira, na biblioteca Francisco Meirelles, o Ano Acadêmico de 2017, com participação de grande número de membros.
Na abertura o presidente Lúcio Albuquerque falou sobre os projetos a serem desenvolvidos no período, dentre eles o retorno da outorga da Ordem do Mérito Acadêmico que seleciona até três personalidades por ano, que tenham realizado trabalhos de vulto sobre a cultura rondoniense.

O presidente do Conselho Municipal de Educação, professor Mário Jorge Oliveira, anunciou que no prédio do CME, na antiga Câmara Municipal,  estará sendo instalada uma área específica para a história e a literatura de Porto Velho.

Já o presidente da Funcultural, museólogo Antonio Ocampo, sugeriu à ACLER uma parceria para realização de eventos ligados à atividade fim da Academia, fazendo a seguir uma exposição sobre os trabalhos da Fundação.

Durante o sarau foi feita uma homenagem especial à senhora Labibe Bartolo, falecida em fevereiro de 2013, moradora durante mais de um século em Porto Velho e, conforme a exposição do acadêmico Samuel Castiel, primeira mulher a participar como expositora de uma atividade pública na cidade, no ano de 1922 nas comemorações do centenário da Independência.

Ainda como parte do sarau literário apresentaram seus trabalhos os acadêmicos Creusa Lima, Paulo Sérgio, Adaídes dos Santos, Gesson Magalhães, Rose Chagas, Raimundo Neves e José Detoni.

Ao final foi aprovada proposta da acadêmica Yeda Borzacov, para que a ACLER comemore, no dia 21 de junho, o Dia Nacional das Academias de Letras.

VEJA MAIS FOTOS DO EVENTO

ACLER ENCERRA ANO LITERÁRIO COM NOITE DE POESIA

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A Academia de Letras de Rondônia encerrou dia 30, quarta-feira, o seu ano literário, com a realização de um sarau dedicado exclusivamente à poesia, realizado na Biblioteca Francisco Meirelles e participação de acadêmicos e convidados.

NO auditório da Biblioteca foi realizado também o programa “Varal de Poesia”, com cópias de textos e capas de livros de autores locais, alguns não acadêmicos, registrando mais de 150 poesias e 50 fotos de capas, material que ficou à disposição da administração da Francisco Meirelles para que os visitantes possam conhecer melhor  a literatura local.

Na abertura da noite de poesia o acadêmico João Batista Correia, que coordenou a programação, lembrou ser o evento o terceiro especificamente realizado sobre poesia pela ACLER este ano, também em parceria com a academia Rondoniense de Poetas.
Durante o evento a acadêmica e escritora Sandra Castiel leu dois textos de seu livro “Contos Despedaçados”, enquanto as poesias foram apresentadas pelos acadêmicos José Detoni, Gesson Magalhães, João Batista, Pedro Albino,


Samuel Castiel, Carlinda Soares, Paulo Sérgio, Chagas Chagoso e Rose Chagas. a atriz Renata Silva, convidada, fez a apresentação do monólogo “As mãos de Eurídice”.

ACLER CONVIDA

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ACLER homenageou poeta Bolivar Marcelino

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A figura e a obra do poeta e membro fundador da Academia de Letras de Rondônia, ACLER, Bolivar Marcelino, foram homenageadas logo após a posse dos membros do grupo Acadêmicos Amigos, com releitura de vários de seus poemas.

A leitura foi feita pelo também membro fundador da ACLER e poeta Gesson Magalhães, que lembrou vários episódios da vida de Bolivar, como professor e literato, além de sua contribuição para a educação e as Letras em Rondônia.

Gesson Magalhães lembrou também que algumas vezes chegou a ter alguns embates literários com Bolivar, citando que em  viagem soube do falecimento do poeta, quando então construiu um soneto em homenagem a Bolivar.

Dentre suas obras destacam-se os livros “Flores de Primavera” e “Tardes de Verão”, sendo de sua autoria também o que é considerado seu poema épico, em que Bolivar lembra as figuras e partes da cidade de Porto Velho, promovendo autêntica viagem no tempo.

ACLER DEU POSSE AOS ACADÊMICOS AMIGOS

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Os membros do grupo “Acadêmicos Amigos”, criado pela Resolução O1/16-ACLER, de maio deste ano, tomaram posse na noite desta quarta-feira, 26.
Com o auditório da Biblioteca “Francisco Meirelles” lotado, a sessão foi aberta pelo presidente Lúcio Albuquerque que falou sobre a decisão de criar o grupo e do trabalho que será realizado pelos empossandos e leu mensagem do acadêmico Abnael Machado de Lima, justificando sua ausência emr azão de estr em fase de recuperação de um problema de saúde..

A seguir tomaram posse, recebendo o broche de acadêmico e o diploma os seguintes

Acadêmicos Amigos:

Odete Pereira, poetisa e escritora;
Paulo Cesar Alves da Silva, poeta, escritor e pesquisador da literatura rondoniense;
Reinaldo Ramos das Neves, professor, coordenador de programa de comunicação na escola Orlando Freire, com vários prêmios nacionais;
Rose Mary de Carvalho Chagas, ativista cultural, cantora;
Tânia Kádma Souza de Araújo, poetisa e autora de livro;
Creusa Francisca Lima, professor, poetisa, escritora;
Ernesto Bentes de Melo, poeta, memorialista, cantor e compositor que conta a história de Porto Velho em música;
Francisco Chagas da Silva, cordelista, poeta, contista e escritor;
Gecilda Maria de Oliveira, professora, ativista cultural e poetisa;
Hélio Rocha, professor universitário, pesquisador da literatura regional, poeta e escritor;
Júlia Trindade de Souza, poetisa, escritora;
Mário Jorge de Oliveira, professor, memorialista, ativista cultural;
Aleksander Allen Nina Palitot, professor, historiador, escritor, divulgador da História de Rondônia;
José Carlos de Sá Júnior, jornalista, escritor, memorialista.

Em nome dos empossandos a Acadêmica Amiga Rose Chagas lembrou a responsabilidade de cada um dos que tomaram posse, lembrando a importância  do ato e citando a figura do poeta e membro fundador da ACLER Bolivar Marcelino na data completou seis anos de falecimento.

O acadêmico Adaídes dos Santos saudou os Amigos em nome da ACLER e ressaltou o compromisso que estavam assumindo não só para com a Academia, “mas também para a Cultura e para com o Estado”.