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Escritora Rondoniense é classificada para certame da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

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A obra “Fraseando palavras, mostrando belezas” da acadêmica Luiza Marilac Almeida Teixeira, da Academia Ji-Paranaense de Letras, que participou da XVI Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro (2013), foi habilitada para concorrer ao Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2013. Essa classificação pode ser considerada uma vitória pois revela a qualidade da obra na medida em que preencheu todos os requisitos literários exigidos por uma instituição de renome nacional e internacional como a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Nós da ACLER felicitamos a escritora e auguramos à mesma sucesso na classificação final do certame.

Na foto os acadêmicos Yêdda Borzacov, Samuel Castiel (ACLER) e Luíza Marilac (ao centro) durante a XVI Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro (2013)

 
 

Emanuel Pontes Pinto finaliza mais uma obra sobre a História de Rondônia

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O escritor e acadêmico da ACLER, Professor Emanuel Pontes Pinto é graduado em História pela UNIR e Mestre em Historia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Está em plena atividade acadêmica aos noventa anos de idade. Lúcido e operoso como sempre está finalizando sua mais nova obra, que versa sobre a rebelião acreana e a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. A informação foi prestada de viva voz ao acadêmico Dante Fonseca em recente encontro que ambos tiveram em Belém do Pará.

 
Na foto o acadêmico Dante Fonseca e esposa, almoçam com o acadêmico Emanuel Pontes Pinto nas Docas do Pará (novembro de 2013)
 

ACLER FECHA ANO COM SARAU DE ALTO NÍVEL

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Fotos: Sameul Castiel/ACLER

Um dia inteiro de confraternização, com alguns discursos, mensagens de paz, música e muita conversa, foi assim o sarau realizado pela Academia de Letras de Rondônia, no último sábado, dia 7, no sítio do acadêmico Samuel Castiel.

Na abertura, em nome da ACLER falou o vice-presidente William Martins que destacou a importância do trabalho cultural realizado pela Academia e também a proposta de que 2014 seja pleno de outras atividades da Academia. Em seu pronunciamento o acadêmico registrou com pesar as mortes do líder sulafricano Nelson Mandela e do compositor rondoniense Zezinho Maranhão. “Tivemos um ano de trabalho, sempre cumprindo aquilo que determina nosso Estatuto”. disse o vice-presidente justificando a ausência do presidente Dante Fonseca devido a problemas pessoais.

Participaram do sarau os acadêmicos Yêeda Borzacov, Sandra Castiel, Cesar Albuquerque, Euro Tourinho, Ciro Pinheiro, Samuel Castiel, William Martins, Gerino Alves, Paulo Saldanha, Abnael Machado, Cláudio Feitosa e Lúcio Albuquerque, além do membro da Academia Guajaramirense de Letras Hugo Evangelista.

Além de acadêmicos participaram vários convidados de diferentes atividades profissionais no sarau que contou com participações do grupo musical “Junto e Misturado” e da cantora Rose Chagas, sendo servido um almoço com pratos da comida regional.


CONFRATERNIZAÇÃO

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Em meu nome e em nome do presidente desta casa, que por razões pessoais não pôde estar presente nesta nossa confraternização, agradecemos a presença de todos os convidados e confrades, ao tempo em que dedicamos este nosso encontro anual in memoriam de Nélson Mandela, o maior exemplo de estadista dos séculos 20/21, que faleceu esta semana, deixando para a humanidade um legado de sabedoria inolvidável.

Costumo repetir, principalmente nos encontros da ACLER, a resposta que um grande romancista polonês deu a um jornalista, durante uma entrevista feita em Londres. O jornalista perguntou ao escritor Joseph Conrad: Qual a tarefa do escritor na sociedade? E ele respondeu: “minha tarefa é fazer você ouvir; minha tarefa é você sentir e, acima de tudo, minha tarefa é fazer você ver. Isso é tudo. E é muito”. Neste dia de confraternização, parabenizamos a todos que publicaram obras ao longo deste ano e almejamos que o ano de 2014 seja ainda mais profícuo.

Em meu nome pessoal e em nome da Academia de Letras de Rondônia, aproveitamos a oportunidade para felicitar a todos os confrades pela belíssima escolha de trabalhar com a palavra, almejando boas festas aos familiares e um venturoso ano novo! Por outro lado, esperamos que os seguimentos governamentais voltados à cultura, aumentem os incentivos para que os escritores da terra possam publicar suas obras, pois em assim procedendo estarão ajudando no aprofundamento da verdadeira discussão sobre quem somos, o que representamos na sociedade e o que produzimos na história literária do Estado de Rondônia, com reflexos para o país como um todo.
Muito Obrigado!

William Haverly Martins
Vice-Presidente da Acler

Acadêmico Abnael Machado em revista nacional

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 (F. Acler.com.br)

O professor e acadêmico Abnael Machado de Lima – Academia de Letras de Rondônia, teve sua última obra, “História – Real Forte do Príncipe da Beira, inserida no número deste mês de dezembro da revista Brasília, voltada para divulgação de escritores, poetas e literatos diversos.

A revista Brasília, editada pelo jornalista Reis de Souza, destaca a importância histórica da obra voltada para a obra militar mais importante da Amazônia Ocidental, construída à margem direita do Rio Guaporé e que foi guardião das terras brasileiras na fronteira com a Espanha e depois com a Bolívia.

“Um dos monumentos da História do Brasil vem de receber justa homenagem do respeitado autor e acadêmico Abnael Machado de Lima. O Real Forte do Príncipe da Beira foi a sentinela avançada na defesa do território e da soberania do Brasil durante a época colonial. A obra é profusamente ilustrada e permite uma avaliação da formidável praça de guerra”, diz o testo da revista.

Na matéria inserida na revista Brasília, há destaque também para a participação, na obra do professor Abnael Machado, ao acadêmico Matias Mendes e ao repórter-fotográfico Rosinaldo Machado, autor das fotos que ilustram o livro.
“Entendo ser muito importante para qualquer autor ser citado com destaque em veículos de grande circulação, ainda mais quando voltado para a cultura. Recebi isso como uma homenagem a todos nós que trabalhamos em prol da cultura e da literatura em nossa região”, afirmou Abnael Machado de Lima.

 

Conselho de cultura Quem o extinguiu?

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Alguns escritores, historiadores e outras coisas, insistem em propalar e divulgar sem nenhum critério de veracidade, que o governador Dr. Jerônimo Garcia de Santana, foi o autor da extinção do Conselho Estadual de Cultura. Ao serem contestados com base em documento, quanto a improcedência de tal asserto, considerando que o ato em causa, foi de autoria da Assembléia Constituinte, disposto na Carta Magna, no Art. 209 – “O Poder Público criará o Conselho Estadual de Política Cultural, cujas Atribuições, organização e forma de funcionamento serão definidas em lei.”

Replicam sem prova documental, que os parlamentares assim procederam, atendendo recomendação por escrito do Governador. Esses que assim procedem, deixam de observar o principio ético do dever do historiador ser imparcial ao analisar e descrever os acontecimentos que ocorreram e ocorrem ao longo do espaço e do tempo, resgatanda-os e preservando-os como cabedal histórico e cultural da presente e das posteriores gerações. Assim sendo, deve ser desvinculado de quaisquer sentimentos, paixões, posições políticas, política ideológica. Não se prestar a servir a qualquer causa por mais que aparente ser nobre, se para tanto for condicionado a renunciar a dignidade do historiador, do escritor a qual é o comprometimento em escrever e divulgar a verdade.

Honestamente, é inútil tentar com invencionices descabidas suprimir a figura de Jerônimo Garcia de Santana, Deputado Federal por três mandatos consecutivos 1971/1975; 1976/1979; 1980/1982. Primeiro Prefeito Municipal e Governador Estadual eleito, respectivamente em 1975 e 1987. Negando-lhe o reconhecimento de ser ele um dos importantes protagonista da história de Rondônia.

No período do seu mandato de governador, deu atenção especial á educação, criou quinhentas escolas rurais 1º a 4º série, quarenta e duas escolas de 1º a 8º série e vinte escolas de 1º e 2º graus. (Fonte: Coleção das leis de Rondônia).  Fez aquisição e distribuição ás Secretarias, ás bibliotecas públicas e as das escolas, de duas valiosas obras com inestimável acervo cientifico, cultural e político, com textos em português e inglês, ilustrados com fotografias. Uma versando sobre as nações indígenas Surui, Pacaá Novos, Parecis, Nhabiquara, Macurap, Tapari, Jabubi e outras. Depoimentos de índios, seringueiros, agricultores, comerciantes e sertanistas, Intitulado “Are”, autor Santill, Marcos, editado em 1987, pela Câmara do Livro de São Paulo.

Outra intitulada “Madeira – Mamoré Imagens & Memórias”, do mesmo autor, editada em 1988, pela Editora Mundo Cultural de São Paulo, no estilo da primeira, com textos em português e Inglês, ilustrados com fotografias. Contendo depoimentos de ferroviários, empresários e comerciantes.
Ambas obras versam sobre o espaço físiográfico, a antropologia, a sociologia, a confrontação cultural indígenas, colonos, o histórico de Rondônia.

Catalogou as leis, decretos e outros atos oficiais emitidos no período de 1850 a 1989, contidos numa coleção composta por quatorze volumes constituindo-se na fonte histórica e política da maior relevância. Criou o conservatório Musical do Estado de Rondônia; o Centro Cultural do estado de Rondônia e Museu Laboratório de Arqueologia, respectivamente, por intermédio dos Decretos 3.665/88; 4.108/89 e 4.285/89.

O que citamos, somente relativo á educação e á cultura, comprovam o seu compromisso de cidadão cívico em corresponder com trabalho e empenho em promover o bem estar aos concidadões que lhe confiaram o governo do Estado de Rondônia. Reitero minha afirmação, Jerônimo Santana não Extinguiu a Conselho de cultura, quem discordar, que apresente provas de sustentação as suas contraditórias.
 

Em: 25/11/2013

Abnael Machado de Lima
Membro da Academia de Letras de Rondônia
    
    

Há 36 anos Rondônia tomava forma de Estado

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por : Lúcio Albuquerque
Repórter
[email protected]

Eu sempre digo não ter saudades. Eu tenho lembranças.  E nesta sexta-feira, na Câmara de Cacoal, ao deparar com a capa do Diário da Amazônia lembrando que há 36 anos, dia 22 de novembro, que foi instalado o município de Ji-Paraná.

E aí passou um filme pela minha cabeça. Eu estava lá. Fazendo matéria para o jornal A Tribuna e para o Estado de São Paulo. A imprensa estava representada também pelo Edinho Marques (TV-Rondônia), Pinheiro de Lima (Rádio Caiari), o Ciro Pinheiro (pelo Alto Madeira) e peço desculpas se não lembro outros nomes.

O GOVERNADOR QUE PENSOU RONDÔNIA GRANDE

Aí vem à mente a figura que, sabe-se lá por qual razão, foi praticamente excluída da história de Rondônia, apesar da importância que teve para estruturar o então Território para que se criasse o Estado.

Falo aqui do coronel da Arma de Cavalaria Humberto da Silva Guedes, penúltimo governador do Território e que, conforme assessores de alto nível que trabalharam com ele e com seu sucessor Jorge Teixeira, atestam que Guedes foi o cérebro que permitiu a Teixeira dar sequência o projeto Rondônia-Estado.

Em 1975 Humberto Guedes assumiu o governo. Tomou providências que permitiram fazer andar melhor a “máquina” administrativa e massificou a presença da administração na faixa da BR-364, onde diariamente chagavam dezenas de famílias, viajando nas piores condições possíveis e se instalando à margem da  rodovia. Ali a figura gerencial do governador deixou de ser uma visita ocasional, mas praticamente constante, e mais ainda quando Guedes percebeu que com a vinda de tanta gente, de todos os pontos do país, extrapolava a capacidade de atendimento.

“Não se pode mais continuar pensando em Rondônia como Território. Vamos trabalhar no planejamento do Estado”, disse ele em várias reuniões que assisti.

E conseguiu que o presidente Ernesto Geisel criasse cinco novos  municípios, pela ordem de instalação: Ariquemes, onde tomou posse  como prefeito o professor Batalha; em Ji-Paraná que a partir da criação deixou de ser Vila Rondônia, o quarto nome da localidade; Vilhena com a posse de Renato Coutinho, Pimenta Bueno com Vicente Homem Sobrinho e, o último, Cacoal, com Catarino Cardoso dos Santos. Agora o Território tinha sete municípios, além desse  Porto Velho, criado em 1914 e Guajará-Mirim criado em 1926.

HAVIA QUEM FOSSE CONTRA

Mas havia quem fosse contra a emancipação daqueles então distritos do município de Porto Velho, especialmente comerciantes que alegavam o receio de terem de contribuir recolhendo aos cofres públicos o valor dos impostos cobrados na venda de produtos.

Havia os que simplesmente eram contra, alegando que não iria dar certo – citações que ouvi de muita gente quatro anos depois quando houve mobilização a favor da criação do Estado.

Mas o grosso da população dos distritos era a favor. E uma das justas razões era justamente a necessidade de cada comunidade ter seu próprio governo, e não continuar atrelado a Porto Velho distante e de difícil acesso – é bom lembrar que naquele tempo a BR-364 era inteiramente de barro e uma viagem de Vilhena, a 700 quilômetros, até a capital podia demorar dias.

AS INSTALAÇÕES

Saímos de Porto Velho rumo a Ariquemes, onde a cerimônia estve ameaçada por um temporal. As ruas eram de muita lama e o prefeito Batalha declamou alguns poemas de sua autoria. Uma boa parcela das casas eram simples taperas tendo como cobertura pedaços de lona preta.

Depois foi a vez de Ji-Paraná, onde o empossado foi o poeta e seresteiro Walter Bártolo. No terceiro dia foi a vez de Vilhena, onde Renato Coutinho foi o ungido. No quarto foi Pimenta Bueno, com o mineiro Vicente Homem Sobrinho.

Cacoal ficou por último. Foi o único que teve a presença de autoridades federais: o ministro do Interior Maurício Rangel Reis, o presidente nacional da ARENA deputado federal baiano Prisco Viana, além do governador Humberto Guedes e do prefeito de Porto Velho Antonio Carlos Cabral Carpintero.

CACOAL

Em Cacoal tomou posse o cidadão Catarino Cardoso dos Santos, uma liderança comunitária forte, não muito dada às letras, mas foi quem plantou a administração na hoje Capital do Café.

De Cacoal o Pinheiro de Lima fez a primeira transmissão via rádio (Caiari) e depois junto com ele fizemos a primeira transmissão de um jogo de futebol, do campo do Incra.

E é em Cacoal que, quando nós, que estivemos no local naquele dia de instalação de municípios, que surgem algumas lembranças interessantes.

Primeiro foi à disputa entre o governador Humberto Guedes e o presidente regional da ARENA Odacir Soares. Os dois não tinham boa relação de amizade e a coisa ficou pior quando da vinda dos aviões trazendo as autoridades.

O DISCURSO DO “SEU” CATARINO

Mas teve o discurso do “seu” Catarino. Na noite anterior, hospedados no hotel do Incra em Pimenta Bueno, assessores do governador foram mandados por ele para verem como estava o “falar”” do prefeito cacoalense.

Aí tiveram a ideia de escrever um discurso para o “seu” Catarino. E como ele enxergava mal as letras foram aquelas “de forma”, todas maiúsculas (tenho dúvidas se quem escreveu foi da jornalista Jussara Gotlieb ou se o jornalista Crio Pinheiro).

O certo é que a coisa ficou assim:

EXMO. SR. MAURÍCIO RANGEL REIS, MIN. DE ESTADO DO INTERIOR.

EXMO. SR. CEL. HUMBERTO DA SILVA GUEDES, GOV DO TERR. FED. DE RONDÔNIA.

E por aí afora. E o “seu” Catarino leu como estava escrito. Mas quase 20 minutos depois ele continuava lendo aquilo. O ministro, o deputado Prisco, o governador, o prefeito Carpintero e todos que estavam no palanque se entreolhavam, mas o “Exmo.” Continuava. Foi quando “seu” Catarino deu fim à coisa. Pegou o monte de papel almaço e anunciou que iria falar “como o povo sabe que eu falo”. E foi em frente.

Dali voltamos a Porto Velho e os cinco municípios geraram os “filhotes”, iniciados como pequenas comunidades a alguma distância de um lado e outro da BR-364 e que, por sua vez, foram depois transformados em municípios e, como no caso dos cinco primeiros e do Estado, ouvi de muita gente que aquilo “não vai dar certo”.

E deu.

TELECOMUNICAÇÕES

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O Jornal Folha de São Paulo em sua edição de 22 de setembro de 2013, publicou a matéria oriunda da pesquisa do articulista Alexandre Rodrigues, intitulada “Crônica de uma morte anunciada – O eterno retorno dos telegramas”, sobre o surgimento da telecomunicação, sua evolução tecnológica, seu utilitário emprego, em especial sob a forma de telegrama. O qual agilizou os relacionamentos sociais, as informações bélicas estratégicas e as transações comerciais. Entrando em declínio continuo a sua utilização, e anunciada a sua extinção ao surgirem novas tecnologias de comunicações tais como telefone, e-mail, celular, internet, conforme ocorreu na Índia após anos de prejuízos, o governo decidiu no mês de julho/2013 encerrar o serviço de expedição de telegrama.

No Brasil a concorrência do e-mail e celulares implicaram na redução em seguidos anos, dos quantitativos de telegramas expedidos. Os correios e telégrafos se modernizou revertendo a situação e declínio. De 6,8 milhões de telegramas expedidos em 2003, alcançou 19.978.539, em 2012.

Dom Pedro II, em 1852 inaugurou a primeira linha de telegrafo, sendo fundamental na guerra do Paraguai (1864/1870), transmitindo informações do campo de batalha para a corte no Rio de Janeiro; e desta, recebendo as devidas instruções.

As transmissões internacionais de dados em alta velocidade, em rede mundial, iniciaram-se 1874, via cabo submarino construído ligando a Brasil a Europa (Portugal).

Destaca que o serviço de telegrafo ainda foi importante para a integração nacional, realizada pelas obras de desbravamento da comissão Rondon, chefiada pelo militar do exercito, Candido Mariano da Silva, Rondon construindo oito mil quilômetros de redes telegráficas ligando as regiões Norte e Centro – Oeste ao Rio de Janeiro, então capital federal.

 Estes empreendimentos de maior relevância social, política, antropologia e econômica, a partir de 1970, quando se iniciaram as transmissões via satélite, a rede telegráfica foi abandonada, suas instalações depredadas e seus postes derrubados.

Acrescento a referência à Comissão Rondon, que sua missão era executar um projeto imprescindível ao desenvolvimento econômica do pais, planejado por Dr. Afonso  Augusto Moreira Pena, Presidente da República (1906/1909), tendo por metas a execução de empreendimento consolidadores da incorporação  do Acre, Purus, Juruá e do Javari ao Brasil, Feitos por intermédio da construção de uma linha telegráfica no norte e noroeste de Mato Grosso e no sul e sudoeste do  Amazonas, interligando-os á Cuiabá; exploração cientifica desses espaço determinando suas coordenadas geográficas, suas topografias, hidrografias, climatologias, constituições dos solos, mineralogia, botânicas, fauna e etnografia; construções de estradas de penetração; assentamento de povoados agrícolas e pecuários; integração voluntária das nações indígenas  á comunidade brasileira. E primordialmente concretizar a presença e a ação do poder do estado até os confins do território nacional, tendo evidente caráter estratégico e defensivo.

O Presidente convocou o então Major Rondon e lhe expôs o seu projeto, consultando-lhe se era exeqüível a sua realização naquele espaço despovoados e destituídos de recursos próprios? Rondon respondeu-lhe que era só querer. O Presidente afirmou: “Pois eu quero, e lhe confio a execução desse trabalho, com plenos poderes, tratando o Major dos seus assuntos diretamente comigo”.

Rondon em 23 de fevereiro de 1907, assumiu a Chefia da Comissão Construtora de Linhas Telegráficas Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas. No dia 04 Março do mesmo ano, foi nomeado engenheiro-Chefe do Distrito Telegráfico sediado em Cuiabá. E em 10 de junho iniciou os trabalhos de construção da linha de transmissão sob os encargos de três seções: A, B e C, incumbidas das seguintes atribuições:

A – Construção de um ramal Telegráfico ligando São Luis de Cáceres á cidade de Mato Grosso (ex- Vila Bela);

B – Construção da linha tronco ligando Cuiabá a Santo Antônio de Rio Madeira;

C – Reconhecimento do espaço fisiográfico e estudos preliminares para definir o traçado da linha tronco.

Rondon chefiando a seção C, deslocou – se de Brotas, no dia 24 de Junho / 1907, para descobrir o Rio Juruena, o alcançando percorrendo 967 Km, no dia 20 de outubro/1907, instalou a estação telegráfica Parecis, concluindo os trabalhos de reconhecimento do trecho compreendido entre Diamantino/Rio Juruena, regressando a Diamantino, ai chegando, dia 28 de novembro/1907.

Em 29 de julho de 1908, a 2ª expedição deslocou- se de Aldeia Queimada para o Rio Juruena chegando a este, no dia 27 de agosto. Sendo construídas as instalações do acampamento, abrigando 52 soldados sob o comando do temente José Joaquim Ferreira da Silva, inauguradas em 7 de setembro.  Os trabalhos de reconhecimento forma retomados no dia 10 de setembro, dirigindo-se para Rio Madeira, alcançando a Serra do Norte (Parecis), a 401 Km de Aldeia Queimada, no dia 27 de outubro/1908, sendo declarado findos os trabalhos da 2ª expedição, retornando a São Luis de Cáceres.

A 3ª expedição com o encargo de construir a linha telegráfica interligando Juruena a Santo Antônio do Rio Madeira, com ramais Para o Rio Guaporé, Guajará Mirim e Rio Branco/AC, foi organizada em 1909 dividida em duas seções a do Norte e do Sul. A primeira sob o comando do capitão Manuel Teófilo da Costa Pinheiro, encarregada de explorar a Rio jaci – Paraná e em sua cabeceira instalar acampamento e aguardar Rondon com seus comandados.

Dia 18 de agosto os expedicionários iniciaram a exploração do Rio jaci – Paraná subindo seu curso ( 328 Km), acampando próximo a sua a nascente, no dia 20 de novembro/1909.

A segunda comandada pelo coronel Rondon, encarregada de fazer o reconhecimento e abrir picadões de 8 a 10 metros de largura no espaço entre os rios Juruena e Madeira. Os expedicionários saíram do posto do Jurena no dia 06 de junho/1909, seguindo na direção do Norte pela picada aberta na selva no ano anterior, chegando ao topo da Serra do Norte (Campos Gerais dos Parecis), no dia 29 de Junho/1909, o denominando Vilhena, assentando acampamento, permanecendo cinqüenta dias realizando o levantamento dos dez rios com nascentes no módulo de Uru, com curso de suas águas divergindo em diferentes direções, construíram o posto telegráfico José Bonifácio e um varadouro de Vilhena á foz do Rio Corumbiara na margem direita do Rio Guaporé fronteira com a Bolívia. Dia 18 de agosto /1909 levantaram acampamento seguindo rumo ao Norte em densa, desconhecida e desabitada floresta. Os primeiros habitantes (seringueiros), encontraram na segunda metade do mês de dezembro, moradores dos seringais os rios Parto, Canaã e Jamari, os quais lhes foram utilíssimos. O proprietário do seringal Bom Futuro, os hospedou e disponibilizou uma lancha para os conduzir a Santo Antônio do Rio Madeira, sendo aceita, iniciaram a decida do Rio Jamari no dia 20, chegando á sua foz na margem direita do Rio Madeira no dia 25, subindo por este, chegando no povoado de Santo Antônio do Rio Madeira no dia 31 de dezembro de 1909. Rondon expediu ordem ao capitão Manoel Teófilo da Costa Pinheiro, a retornar com seus comandados a Santo Antônio. Declarou concluídos os trabalhos da 3ª expedição, registrando 237 dias de atividades constando a exploração e o levantamento de 2.835 km percorridos, sendo 1.697 km por terra e 1.138 km via fluvial em canoa.

Os trabalhos da Comissão Rondon prosseguiram nos anos subseqüentes, não só a construção da linha telegráfica (1.493 km), entre Cuiabá/MT e Santo Antônio do Rio Madeira, a instalação de quarto estações e vinte quarto posto telegráficos, destes dezesseis no atual espaço físico de Rondônia, a linha Telegráfica foi inaugurada em sessão solene realizada em 1º de Janeiro de 1915, na Câmara Municipal de Santo Antônio do Rio Madeira, mas também em pesquisas e descobertas cientificas, elaboração de mapas hidrográficos (descobertos dezesseis rios), topográficos, mineralógicos, botânicos, zoológicos e etnológicos. coleta e catalogação de:

8.770 explores Botânicos:

7.502 – “ – Zoológicos;

712 –‘’– Entomologia;

6.082 – “ – Etnográficos;

41 – “ – Mineralógicos;

Entregues ao museu Nacional do Rio de Janeiro.

Livros Publicados:

Tratado sobre Botânicas 13 Volumes;

– “ –        – “ –      Zoologia 12 Volumes;

– “-        – “ –       Mineralogia; e

– “-        – “ –       Geologia 5 Volumes;

– “-        – “ –       Águas Termas 2 Volumes;

– “-        – “ –       Etnográfica 1 Volume;

 

Em conclusão, a construção da linha Telegráfica Estratégia Mato Grosso/Amazonas e sua implementação no período de 1909 a 1919, no espaço entre a Serra do Norte e Santo Antônio o Rio Madeira, foi de fundamental importância para formalização e ocupação da área geográfica atualmente limitada pelo Estado de Rondônia, bem como para a conscientização da necessidade do estabelecimento de uma convivência pacifica e de mútuo respeito entre as nações indígenas e entre estas e as população coloniais agrícolas e extrativistas em formação e expansão nesse espaço amazônico.

Roquete Pinto propôs ao Governo Federal, que o Norte e o Noroeste do Estado de Mato Grosso fossem denominados Rondônia, em reconhecimento ao trabalho e seus desbravamento pela comissão Rondon. E construída uma rodovia na picada da linha telegráfica Cuiabá a Santo Antônio do Rio Madeira.

Neste centenário da Comissão Rondon rememorar o feito épico do mais relevante interesse nacional, em que se revestiu a construção de Linha Telegráfica Estratégica Mato Grosso/Amazonas. Sob o encargo desse civilista e impoluto cidadão militar Cândido Mariano da Silva Rondon, é um dever cívico homenageá-lo, objetivando a preservação do seu exemplo de comprometimento com a promoção do progresso e do desenvolvimento socioeconômico participativo, em prol do bem estar de todos os componentes dos segmentos estruturais sociais do Pais.

Tópicos sintéticos dos artigos publicados no jornal Alto Madeira, nas edições  consecutivas de 19 a 28 de janeiro de 1910 comemorativas ao centenário da atuação da Comissão Rondon, no espaço limitado pelo Estado de Rondônia.

É deplorável que a incúria dos governantes civis e militares, por falta de compromisso com o zelo, a defesa dos bens públicos e a preservação do patrimônio histórico e cultural do pais, permitiram e participaram da depredação e abandono do válioso material empregado na construção da maior e mais importante obra realizado no Brasil. Do mesmo modo foi procedido com o acervo resultante das pesquisa cientificas, com os livros publicados, com os filmes e as fotografias registrando o desempenho dos componentes da Comissão em suas especificas atribuições.

 ABNAEL MACHADO DE LIMA

Membro do Instituto Geog

 

Notícias – Terras de Rondônia

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O livro “Terras de Rondônia – Aspectos Físicos e Humanos do estado de Rondônia” de autoria do Academico ABNAEL MACHADO DE LIMA, em 1994 foi incluído no acervo bibliográfico da cátedra dirigida pelo Professor Roberto Sout Dilts, da universidade BATON ROUGE, na cidade da mesma denominação, do Estado de Louisiona, dos Estados unidos da America do Norte.

E em 1996 a Drª Lourdes Endara (Antropóloga) e a Pesquisadora Irina  Maribel verdesoto Jacome, ambas integrantes da universidade politécnica  de Quito, Republica  do Equador, o adotaram integrando-o  em seus acervos didáticos.
Nesse mesmo ano, o Gerente Geral da Empresa Cumarrey S/A, de Quito/Equador, remetia uma carta ao Acadêmico Abnael , sobre o seu livro Terras de Rondônia, a qual trancrevemos:


“Quito, mayo 31 de 1996
Señor professor
Abnael Machado de Lima
FA – 0692243593601
Señor Professor


Receba um salud de la Empresa Cumarrey S/A que coanspicia la investigacion de peritaje de la señorita Irina Maribel verdesoto Jácome alunas  del Antropologia aplicada de la Universidade Politécnica Salesiana de Quito.


Me dirijo a ested, em términos personales, como Gerente General de la Empresa Cumarrey S/A, para felicitarle por su trabajo, Pues, al revisar su livro “ Terras de Rondônia, vay descobrindo secretos de nuestra Bella Amazônia americana.


Como fotografo artístico reitero el compromiso de coauspicio de la investigacion de Irina com  el Liceu Mamoré, Tuve la oportunidad de revisar uno de los libros tradusidos del ingles al español por el prof Famir Ponte em donde se demuestra que es un profisional competente.


Por la atencion que usted dipense a la presente te antecipo mi sentimento de graitud atenamente.”
Sergio Vera
Gerente General Cumarrey S/A


A Revista Brasília publicada pela Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias, em sua edição do mês de novembro /2013, faz referencia sobre o livro “Real Forte do Príncipe da Beira – 236 anos.” (fotocopias seguintes):

Lançamento do livro sobre Marise Castiel atrai grande público

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“Professora Marise Castiel e Rondônia: Educação, Cultura e Política” é o título da obra escrita por Sandra Castiel, na qual retrata e resgata a participação de dona Marise no contexto educacional e outros meios da história rondoniense.

Amigos e familiares de dona Marise Castiel  participaram do lançamento do livro escrito em sua homenagem por Sandra Castiel, sua filha. O evento ocorrido na Casa de Cultura Ivan Marrocos na  última sexta-feira (01/11) atraiu muita gente. Os dois ambientes da Casa usados para  receber os convidados – hall e pátio – ficaram lotados.

O livro de Sandra Castiel Fernandes traz à tona fatos históricos relevantes da Rondônia de pelo menos cinco  décadas – parte de 40 a 80 –  e conta a história de uma liderança feminina que se confunde com a do jovem Estado.  A possibilidade de ter na cabeceira a história de uma mulher considerada extraordinária na vida rondoniense atraiu um enorme público. Amigos, ex-alunos, colaboradores, familiares ou simples admiradores; estavam todos lá, e  a grande maioria era de maiores de 50 anos,  que de alguma forma sentiam-se homenageados também com o livro de Sandra Castiel e que só fizeram aumentar o brilho da festa, que teve até música ao vivo com o Conjunto Modera Som, com canja do cantor e compositor Sílvio Santos.

Nos discursos sempre o destaque para a personalidade de Marise Castiel, que foi séria e austera sem deixar de ser meiga e respeitadora. Natalina Hubner, professora paraense que durante anos atuou ao lado de Castiel na Educação, exaltou suas grandes qualidades como educadora e enalteceu a vida pública da amiga homenageada. Cantou em sua homenagem uma canção, cujo refrão diz: “um pouco de perfume nas mãos de quem oferece rosas, na mão de quem é generosa …”, lembrando que a canção fala com exatidão da homenageada.

O professor Abnael Machado, ex-aluno de Marise, fez um longo discurso,  no qual não se cansou de falar das qualidades de quem fez a educação em Rondônia  avançar muitas décadas em poucos anos.

A autora, Sandra Castiel, lamentou o ostracismo dado a Marise Castiel por aqueles que não relevam e não consideram a história de Rondônia e salientou que o livro é um resgate que se faz a muitos pioneiros, “que ao que parece, propositadamente foram esquecidos”.

A obra já pode ser adquirida nas lojas da Livraria Exclusiva ao preço de R$ 50 reais. Segundo a própria autora, o livro é ideal para uma reflexão histórica da formação do Estado.
Texto: Alice Thomaz