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Historiador português é o primeiro membro da ACLER na Europa

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Presidente Dante Fonseca reunido com acadêmico Rui Vargas, em Liasboa.

O historiador português Rui Santos Vargas tornou-se o primeiro membro da ACLER na Europa, conforme proposta aprovada em reunião da Academia de Letras de Rondônia na última sexta-feira.


O parecer sobre a proposta de inclusão de Rui Santos Vargas como acadêmico correspondente em Portugal foi apresentado, recebendo aprovação de todos os presentes à reunião da ACLER, pelo acadêmico e historiador Abnael Machado de Lima.


Logo após a aprovação o presidente da ACLER Dante Fonseca relatou seu encontro com o novo acadêmico em Lisboa, recentemente, quando conheceu também seu trabalho, especialmente a pesquisa realizada sobre Ricardo Franco de Almeida Serra, citado como um dos responsáveis pela construção do Real forte do Príncipe da Beira.


Nesta quarta-feira, 30, o acadêmico enviou à ACLER o seguinte documento:



“Caro Presidente Dante,


  É com prazer que recebo a notícia da minha admissão como sócio correspondente da ACLER. Emoldurarei o diploma que figurará junto de outros de que também me orgulho.


Espero poder contribuir com as minhas actividades para um melhor conhecimento em Portugal do que é a Rondônia, as suas letras e a sua história. Enviarei sempre que possível, aquilo que for escrevendo.



Brevemente, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil-RS vai publicar um número do pequeno informativo O TUIUTI dedicado a Ricardo Franco de Almeida Serra e ao Forte Principe da Beira. Terá um texto da minha autoria. Acredito que outro texto poderá gerar polémica, mas não quero desvendar já o seu conteúdo. Logo que o tenha, envio-lhe em pdf.


 Tenho acompanhado com muito interesse as notícias e artigos colocados no site da ACLER. O site está muito interessante.


 Votos de continuação de um bom trabalho!


 Cumprimentos


 Rui Santos Vargas”

ACLER FAZ PARCERIA COM A BIBLIOTECA FRANCISCO MEIRELLES

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Acadêmicos reunidos com diretor da Biblioteca Adson Kleber (c) tratando da parceria  com a ACLER (F. Cíntia/Ass.Comunicação Prefeittura)

A Academia de Letras de Rondônia, ACLER, deverá direcionar seus eventos para serem realizados no espaço da Biblioteca Municipal “Francisco Meirelles”, conforme entendimentos em andamento entre o diretor da Biblioteca, professor Adson Kleber e a Academia, firmando uma parceria importante para as duas entidades.

Ainda na última segunda-feira, 28, os acadêmicos Dante Fonseca (presidente), William Martins (vice-presidente), Samuel Castiel (tesoureiro), Yêeda Borzacov, Abnael Machado de Lima e Lúcio Albuquerque estiveram reunidos com o diretor Adson Kleber acertando detalhes da parceria que permitirá à ACLER o uso específico de uma das salas da Biblioteca, com oferta de contrapartida pela Academia em realizar naquele local  eventos literários e reuniões mensais.

O diretor Adson Kleber disse estar satisfeito com a parceria proposta, citando que a Biblioteca estará atendendo sua finalidade social, “contribuindo com uma entidade cuja finalidade específica é o binômio cultura e literatura, ao mesmo tempo que abre espaço para atividades de difusão cultural e permite aos nossos consulentes o acesso a obras de autores regionais”.

“Para a ACLER é muito importante firmarmos essa parceria, porque de um lado estaremos obtendo um espaço para funcionar inclusive para reuniões e eventos e, por outro lado, estaremos contribuindo com o público que frequenta a Biblioteca oferecendo a contrapartida naquilo que a Academia tem como preceito no apoio à cultura, à literatura e à história”, disse o presidente Dante Fonseca.

O vice-presidente da Academia, William Martins, que vem articulando a parceria em nome da ACLER, se disse satisfeito pelo encaminhamento do assunto e lembrou que dessa forma “o grande beneficiário é justamente o público-alvo da Biblioteca e da ACLER, e isso atende aos pressupostos dos dois lados envolvidos no entendimento que estamos realizando, o que particularmente deixa-me muito satisfeito”.

DIA 30 DE OUTUBRO DE 2013 CEM ANOS DE INSTALAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO EM PORTO VELHO

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Autor

Abnael Machado


Membro do Instituto Geográfico de Rondônia

 

DR. Jonathas de Freitas Pedroza, governador do Estado do Amazonas competente administrador, possuidor de larga visão geopolítica e econômica, optou como estratégica para assegurar a posse do vale do médio Rio Madeira, apoiar a consolidação e expansão do povoado fundado em 1907, por brasileiros, vizinho ás instalações da ferrovia Madeira – Mamoré, constituído por dois núcleos habitacionais, o dos norte – americanos e o dos brasileiros, situados a sete quilômetros jusantes da cachoeira de Santo Antônio e do povoado de mesma denominação.

Mato Grosso e Amazonas disputavam a posse de Santo Antônio, questão submetida ao superior Tribunal Federal, enquanto essa tramitava, os dois governos adotavam medidas marcantes de suas presenças na localidade contestada, o primeiro criou por intermédio de Lei nº 494, de 02 de Junho de 1908, o Município e Comarca e pela Lei nº 566, de 27 de setembro de 1911, elevou o povoado a categoria de vila. O segundo mantinha um destacamento militar, instalou a paróquia e demarcou o terreno da capela a ser construída.

Com vista à consolidação do povoado de Porto Velho dos brasileiros, Dr. Jonatan Pedroza instalou nesse uma Agência Postal, em 26 de Julho de 1910, sendo nomeado seu Agente, o senhor Felinto Costa, e a Coletoria de Rendas, em 21 de agosto de 1913 administrada pelo Coletor Miguel Rodrigues Souto.

O Tribunal de Justiça, em 1912 dirimiu o litígio fronteiriço entre os dois Estados, reconhecendo o direito de posse de Santo Antônio por Mato Grosso. O seu governador instalou em 02 de julho de 1912 o Município e Comarca, nomeou prefeito Dr. Joaquim Augusto Tanajura, deu posse ao Conselho Municipal (Câmara), ao Juiz de Direito Dr. João Chacon, ao Promotor Público Dr. Vulpino Tancredo Rodrigues Machado, estes nomeados desde 10 de janeiro de 1912, assumindo a Comarca, em 02 de julho deste ano.

Dr. Jonathas de Freitas Pedroza, sancionou a Lei nº 741, de 30 de outubro de 1913, criando o TERMO JUDICIÁRIO DE PORTO VELHO, instalado no povoado da mesma denominação, episódio da maior relevância política e sociológica, estabelecia em Porto Velho o Poder Judiciário, a justiça, proporcionando tranqüilidade a seus habitantes, lhes assegurando o reconhecimento do direito de posse das propriedades ocupadas, ao legalmente oficializar a existência do povoado fundado por brasileiros e estrangeiros anônimos discipando a constante ameaça de expulsão por seus poderosos vizinhos da Madeira – Mamoré, alegando serem invasores de terrenos pertencentes á empresa.

O Decreto Estadual nº 1063, de 17 de março de 1914, estabeleceu os limites  do Termo Judiciário de Porto Velho da seguinte forma:

Limites do Termo Judiciário estabelecido pelo Decreto Estadual nº

 1063, de 17 de março de 1914, mantidos para o município e a comarca, criados pela Lei nº 757, de 2/10/1914 e nº. 900, de 31/08.1917, respectivamente. O Termo Judiciário de Porto Velho limitava – se, ao norte, com o município de Humaitá, tendo por fronteira uma linha reta imaginária partindo da foz do Igarapé São Lourenço até alcançar a serra Três Irmãos, limite com o município de Lábrea. “Ao sul, com o estado do Mato Grosso, tendo por linha de fronteira uma reta partindo da Foz do Igarapé Bate – Estaca até alcançar o rio Candeias, no cruzamento deste pelo paralelo 8° 46’69” de latitude sul; a sudeste, com o Estado do Mato Grosso, tendo por linha de limite o rio Madeira da foz do igarapé Bate – Estaca até a foz do rio Abunã; a sudoeste, com a República da Bolívia, tendo por limite o rio Abunã a partir de sua foz até alcançar a linha geodésica Cunha Gomes, no limite com o Território do Acre; à oeste, com o Território do Acre, tendo por fronteira a linha geodésica Cunha Gomes desde o rio Abunã até o divisor de águas Ituxí/ Abunã, na divisa com o município de Lábrea; à oeste e noroeste com o município de Lábrea, o divisor de águas Ituxi/ Abunã e Ituxi/Madeira (serra Três Irmãos) até alcançar o ponto final da linha divisória ao norte e à leste, com o município de Humaitá, tendo por fronteira uma linha vertical no sentido norte/ sul, parindo da margem direita do rio Madeira em frente a Foz do Igarapé São Lourenço, na margem esquerda,até alcançar a margem esquerda do rio Candeias no cruzamento do paralelo 8º 46’ 49” de latitude sul.

 

 

Foram nomeados para administrar o Termo Judiciário de Porto Velho, os seguintes cidadões:

Dr. Natanael de Albuquerque, juiz de justiça Municipal;

Joaquim Rufino Sampaio, Suplente de Juiz;

José Braga Vieira, Suplente de Juiz;

Francisco Fernandes da Rocha, Adjunto de promotor;

José Vieira Souza,____ Escrivão e Tabelião.

Estes foram pioneiros do Poder Judiciário em Porto Velho, o qual completa um século de profícua atuação.

A Comarca de Porto Velho foi criada pela Lei nº 900, de 31 de agosto de1917.

No período de 1913 a 1943, até o advento do Território Federal do Guaporé, exerceram os cargos de: ­

 

Juiz de Direito;

Dr. Natanael de Albuquerque;

Dr. Martinho Ribeiro Pinto;

Dr. Juventino Lins Themudo;

Dr. Jorge Severino Ribeiro;

Dr. Alencastro Ramos e Silva;

Dr. Sebastião Salignac de Souza;

Dr. José da Silva Castanheiro.

­­Suplentes de Juiz que exerceram o cargo de Juiz:

Dr. Manoel Amaro Lopes Pereira;

Dr. José Lima Tales;

Dr. Manoel bluhm.

E de

Promotor Público:

Dr. Francisco Fernandes da Rocha;

Dr. Stélio José Moreira da Mota;

Dr. José Mateus Gomes Coutinho;

Dr. Luzitano Corrêa Barreto;

Dr. Carlos Augusto de Mendonça;

Dr. Manoel Afonso dos Santos Júnior;

Dr. Raimundo Rabelo;

Dr. Armando Queiroz Teixeira;

Dr. Rui Araujo;

Dr. Aríosto Lopes Braga;

Dr. Rafael Barbosa de Amorim;

Dr. Rosevelt Pereira de Melo;

Dr. Carlos Alberto de Aguiar Corrêa.

 

Ilustres homens e competentes profissionais comprometidos com a verdade, com a imparcialidade e tratamento equâmine aos recorrentes á justiça.

Criado o Território Federal do Guaporé, por intermédio do Decreto – Lei nº  5.812 de 13 de setembro de 1943, foi estruturado o Poder Judiciário nos Territórios Federais, pelo Decreto – Lei nº 6. 887, de 21 de setembro de 1944, constando dos seguintes segmentos administrativos:

Tribunal de Júri;

Tribunal da Empresa;

Juízes de Direito;

Juízes Substitutos;

Juízes de Paz.

Um para cada Comarca, respectivamente, Consolidava assim Poder Judiciário.

A meta planejada pelo dinâmico homem público, Jonathas de Freitas Pedroza, foi alcançada, o bisonho Porto Velho evoluiu transformando-se em ativo e promissor núcleo urbano econômico e social sede do termo Judiciário, sede do Município criado Leia nº 757 de 02 de outubro de 1914, e da Comarca criada pela Lei nº 900, de 31 de agosto de 1917. Elevado à categoria de cidade, pela Lei nº1011, de 07 de setembro de 1919. Capital política – administrativa do Território Federal do Guaporé, Rondônia a partir de 1956, do Estado criado pela Lei Complementar nº 41, de 22 de dezembro de 1981.

Nesta trajetória esteve sempre presente atuando com eficiência e eficácia o Poder Judiciário, completando um século de relevantes serviços prestados à comunidade, o qual reverenciamos, prestando – lhe esta homenagem rememorando sua história para o conhecimento da presente e das posteriores gerações.

 

ABNAEL MACHADO DE LIMA MEMBRO DO

Instituto Histórico e Geográfico de Rondônia.

Livro sobre Marise Castiel será Lançado dia 1 na “Ivan Marrocos”

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Marise Castiel, com parte da comissão de frente da escola de samba Pobres do Caiari.

 Será sexta-feira, dia 1 de novembro, na Casa de Cultura “Jornalista Ivan Marrocos”, o lançamento do livro “Professora Marise Castiel e Rondônia: Educação, cultura e política”, um relato da caminhada da principal figura feminina da história de Rondônia, que durante mais de 40 anos teve influência decisiva na cultura, na política, nos costumes e, principalmente, na Educação do Território do Guaporé e, depois, de Rondônia, chegando até o Estado.

Uma pesquisa bibliográfica e documental feita pela sua escritora Sandra Castiel Fernandes, filha da personagem da obra, o livro “Professora Marise Castiel e Rondônia: Educação, cultura e política” será uma boa oportunidade de interessados na história local e, ainda, de reviver outros personagens que permeiam a narrativa.

O trabalho de Marise Castiel, primeira diretora da Escola “Carmela Dutra”, que teve dentre seus alunos educadores como os professores Úrsula Malloney e Abnael Machado de Lima, o museólogo Antonio Ocampo Fernandes, o jornalista Sílvio – Zé Katraka – Santos e o poeta Bolívar Marcelino (falecido em 2011), seu trabalho tem repercussão até hoje, mesmo dentre os que com ela não conviveram.

O jornalista Zé Katraka lembra que ele e outros compositores locais como Sandro Bacelar, Bainha e Babá, aprenderam muito com o conhecimento musical da professora Marise Casiel. “Ela nos ensinou muito e eu posso dizer que hoje componho e conheço de música graças ao que aprendi com ela, inclusive no quesito harmonia.

A AUTORA EXPLICANDO A OBRA

Ao explicar sua obra, a autora Sandra Castiel enfatizou: “O livro aborda a problemática da educação nas idas décadas de 1960 e 1970, quando, à mercê das verbas miseráveis, oriundas do governo federal para esta região esquecida, centenas de crianças poderiam ficar sem escola, não fosse a iniciativa de gestores como a Professora Marise Castiel, que arregimentava e preparava professores leigos e mandava erguer tapiris,  para que acontecesse a aprendizagem das crianças, sobretudo as que viviam nos núcleos rurais e nas povoações ribeirinhas”.

Marise, conforme a narrativa de autor, também é vista no livro pela  sua participação na cultura, especialmente carnaval de rua de Porto Velho, que, deve à Marise Castiel o primeiro desfile de luxo de uma escola de samba no Território, a “Pobres do Caiari”. A autora conclui: “Na realidade, trata-se de um livro de memórias; uma tentativa de resgatar ao rondoniense sua memória perdida e sua identidade fragmentada”.

 

Exposição “Rio da Dúvida”

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Em homenagem aos 100 anos da expedição Rondon-Roosevelt
Abertura: Quarta-feira, 09 de outubro de 2013
Horário: 20h
Local: Casa da Cultura Ivan Marrocos – Porto Velho/RO
Uma parceria: TV Rondônia / SECEL / Embaixada Americana no Brasil

Acadêmicos lançam dia 2 o “Trem Vivo” na Ivan Marrocos

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“Uma viagem ao imaginário da Ferrovia do Diabo”, assim pode ser explicado o livro “Trem Vivo”, que os acadêmicos Yêdda Borzacov, Viriato Moura e Samuel Castiel estarão lançando no próximo dia 2 de outubro, a partir de 20h30, na Casa de Cultura Ivan Marrocos.

O convite para o lançamento é assinado pelo Projeto Viva Porto Velho, a Academia de Letras de Rondônia e o Instituto Histórico e Geográfico de Rondônia, e o livro trata da Madeira-Mamoré sob uma visão onde se misturam a magia, o humor, a emoção, o mistério, o erotismo e o suspense.

“O livro foi escrito a seis mãos”, explicou o acadêmico Samuel Castiel, lembrando não se tratar de uma obra sobre a história da ferrovia Madeira-Mamoré, mas de “uma coletânea de contos e crônicas, buscando oferecer ao leitor diversão e encantamento com personagens reais e míticos da estrada de ferro”.

O livro, na realidade, oferece  outra visão da ferrovia, um trabalho feito considerando a vivência dos próprios autores, nascidos em Porto Velho e que sempre tiveram uma ligação especial com a ferrovia.

A obra, reunida em forma de contos e crônicas, busca fundir a realidade com o imaginário, induzindo o leitor a ter uma visão diferenciada da EFMM, através dos temas abordados e seus personagens, algumas vezes fundados em fatos e pessoas da vida real.

ACLER divulga obras dos acadêmicos em colóquio no Peru

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De 2 a 04 de agosto do corrente a cidade de Pucallpa, Ucayali (Peru) sediou o II Colóquio Internacional Amazônico de Literaturas, para refletir sobre a situação atual e o futuro da literatura desde tradições orais indígenas à literatura latino-americana hoje nesta parte do continente. A reunião também buscou colocar a literatura da Amazônia no centro dos debates atuais e divulgar a produção.

O evento cultural foi realizado no auditório da Biblioteca Municipal José Ignacio Aguirrezabal de Pucallpa em sua segunda edição e contou com convidados especiais de países como México, Brasil e Bolívia.

A conferência também teve um espaço dedicado à venda e exposição de livros Amazônicos. Na foto Ricardo Virhuez Villafane, Presidente da comissão organizadora do II Colóquio de Literaturas Amazónicas recebe os livros dos escritores da ACLER que foram entregues pelo mestrando em História e Estudos Culturais da UNIR Saulo Souza a pedido da academia. Com essa e outras iniciativas os acadêmicos pretendem divulgar cada vez mais a ACLER e a obra de seus associados pela Amazônia.
Porto Velho, 23/09/2013.
Dante Ribeiro da Fonseca

BIENAL: AUTORES E PÚBLICO ELOGIAM APOIO DO GOVERNO

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A participação de Rondônia durante a XVI Bienal do Livro, recentemente, na cidade do  Rio de Janeiro, “representou um grande momento para todos nós, que contamos, através das mais diversas formas de literatura o que é nossa gente e nosso Estado, talvez o maior momento que a Academia de Letras já alcançou nesses 27 anos de vida, e para tal foi fundamental a compreensão do governador Confúcio Moura no apoio dado a que pudéssemos mostrar, de forma positiva a nossa terra”, disse o secretário-geral da ACLER poeta e acadêmico Pedro Albino.


 O professor Jorge Pedro Gomes, morador de São Gonçalo e que foi à Bienal, disse, ao visitar o stand de Rondônia que “é muito importante conhecermos o que vem sendo escrito em regiões tão distantes, e o apoio do Governo do Estado pode incentivar outros, inclusive prefeituras, a também permitirem a seus literatos virem para novos eventos”.


“Tive a satisfação de participar da Bienal, até fazendo o lançamento do livro Trem Vivo, escrito em co-autoria com os acadêmicos Yêda Borzacov e Viriato Moura. Considero ter sido um evento muito importante para a ACLER, a literatura rondoniense e entendo a parceria do Governo do Estado representar um fato da mais alta importância para a divulgação de Rondônia”, afirmou o acadêmico Samuel Castiel.


“Visitar a Bienal é importante porque nos permite conhecer o melhor da literatura, e fiquei surpreso e satisfeito em saber que o governador Confúcio Moura deu apoio para que o Estado tivesse um stand aqui. Morei um ano em Rondônia e foi muito bom verificar a quantidade e a sua boa produção literária”, afirmou Pedro Cavalcante Souza, morador de Niterói.


A escritora e presidente da AJIL – Academia Jiparanaense de Letras, Luiza Marilac, que esteve participando do stand de Rondônia, considera que o fato de o Governo do Estado ter-se empenhado para que nossos autores pudessem participar da XVI Bienal “representa um avanço considerável no sentido não apenas de incentivar a produção literária local, mas, acima de tudo, permitir uma faceta positiva de Rondônia num evento de tão grande importância, fato que gerou elogios de várias pessoas durante o evento”.


Já o presidente da ACLER, acadêmico Dante Ribeiro da Fonseca, lembrou o apoio do governador Confúcio Moura e o esforço de servidores da SEPLAN para que o sucesso da participação rondoniense superasse todas as expectativas. “Desde o primeiro momento em que procuramos o Governo do Estado houve uma adesão total à parceria proposta, razão pela qual não há como esquecer esse apoio, o que se refletiu na enorme visitação ao stand rondoniense e elogios à qualidade dos livros disponibilizados”.

ACADEMIA DE LETRAS DE RONDÔNIA – INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE RONDÔNIA NOTA OFICIAL

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A Academia de Letras de Rondônia (ACLER) e o Instituto Histórico e Geográfico de Rondônia (IHGR), face ao decisivo apoio do Governo do Estado para a participação de autores rondonienses durante a XVI Bienal do Livro, realizada na cidade do Rio de Janeiro de 29 de agosto a 8 de setembro, vêm a público agradecer e elogiar o Governador Confúcio Moura que, através da Secretária de Estado do Planejamento, permitiu, com a disponibilização de um stand, levar a literatura rondoniense para tão importante evento.

Porto Velho, 16 de setembro de 2013.

As diretorias da ACLER e do IHGR

Rondônia e a XVI Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro

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Ano passado, ou retrasado, não lembro, fui convidado para um evento universitário onde pediram fizesse um apanhado da produção bibliográfica de Rondônia nas últimas décadas. No dia aprazado fui ao local combinado e iniciei a falar sobre pessoas de Rondônia que escrevem livros, e os publicam, desde a década de 50. Passei por inúmeros escritores, muitos deles confrades na Academia de Letras de Rondônia (ACLER) e no Instituto Histórico e Geográfico de Rondônia (IHGR).

Ao terminar a exposição, já em meio a perguntas e questionamentos dos acadêmicos, uma professora doutora da USP tomou a palavra. Disse que estava admirada, que nunca havia imaginado tanto produzisse e publicasse Rondônia. A admiração da professora, por sua vez, não foi motivo de surpresa para esse que vos escreve. Sabia, desde muito, que Rondônia possui escritores, e bons. Mas sabia também que Rondônia é vista no Brasil como um lugar incógnito, frequentemente confundido com Roraima ou Acre (assim como esses estados também são confundidos com Rondônia).

Enfim, sabia ainda que a mídia nacional publica com grande empenho os problemas do Estado, mas não com tanto empenho os méritos do seu povo. Já o grande magnata da imprensa americana William Randolph Hearst tinha uma frase que dizia mais ou menos o seguinte: o homem quer o bem, mas é fascinado pelo mal. Em outras palavras: se a manchete do jornal de amanhã anunciar que as pessoas estão bem e felizes, certamente venderão esses periódicos menos do que se anunciarem crimes, corrupção, roubo e assassinato. Faz sentido, é parte do instinto de sobrevivência pessoal e coletivo ter mais interesse sobre aquilo que nos ameaça do que sobre aquilo que não oferece perigo. Contudo, algumas vezes temos que mostrar o que produzimos também de positivo.

Foi pensando assim que no mês de março do corrente ano a ACLER e o IHGR entraram em contato com o Secretário de Planejamento de Rondônia, George Alessandro Gonçalves Braga, para propor a ele que o estado se fizesse representar na XVI Bienal internacional do Livro, no Rio de Janeiro, entre 29 de agosto a 08 de setembro do corrente ano.

Ficamos realmente animados com a entusiástica acolhida do Secretário George Braga à sugestão dessas instituições. Se é verdade, como já afirmava no século passado o escritor paulista Monteiro Lobato, que um país é feito com homens e livros, podemos dizer que Rondônia tem ambos, e alguns deles estão governo. A proposta do Secretário recebeu a acolhida do Governador do Estado, Confúcio Moura, como o secretário também escritor. Depois, uma parceria da ACLER, do IHGR e o apoio da UNIR e da Secretaria de Cultura do Estado fizeram o restante.
Parafraseando um nosso ex-presidente, “nunca antes na história” desse estado vimos coisa semelhante. A ideia era que Rondônia fizesse bonito, apresentasse um lado positivo, chamasse o interesse para aquilo que ela realmente é: uma terra de gente honesta e trabalhadora.

Rondônia então fez-se representar na XVI Bienal com um estande, aberto a todos os escritores do Estado. Dezenas de autores participaram expondo suas obras. Escritores iniciantes, como Rose-Mary Medeiros Brito, com a sua primeira obra publicada “Onde está meu coração” e Alexandre Lúcio Fernandes, com seu “Elos no Horizonte”, e veteranos, como a professora Yêdda Borzacov, os drs.

Viriato Moura e Samuel Castiel, que naquele evento lançaram um livro em comum intitulado “Trem Vivo: viagem ao imaginário da Ferrovia do Diabo”, contendo contos, crônicas, poesias sobre a legendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), bem representaram nosso estado. Do interior do estado, escritores como Luiza Marilac Almeida Teixeira de Oliveira, de Ji-Paraná, com o seu “Tempo de Felicidade” e Paulo Cordeiro Saldanha, de Guajará-Mirim, com o seu “O Alferes e o Coronel”, também se fizeram presentes. Foram muitos, e peço desculpas aqui porque não poderei apresentar a todos os que se fizeram presentes com as suas obras àquele estande.

O fato é que o estande foi visitado por um público numeroso. Não era um estande luxuoso, não tínhamos muito a oferecer ao público a não ser saber que em Rondônia se escreve, e se publica. Não podíamos competir com as grandes editoras, nem com os grandes e ricos estados da federação ali representados.

Mas, e isso é o mais importante, lá estávamos, pela primeira vez em nossa história. As pessoas paravam, compravam livros, e perguntavam por Rondônia. Nosso amado torrão, esse pedaço de Brasil que muitos escolheram para construir suas vidas, fez bonito. Os livros expostos foram vendidos, uns mais, outros menos, não importa. O que importa é que agora muitas pessoas que pensavam Rondônia de uma maneira negativa, tem um ponto positivo para pensa-la. Dos contatos que fizeram aqueles visitantes do estande de nosso estado certamente frutos advirão. Soube mesmo de uma norte-americana, representante de uma instituição de seu país que, do contato com o estande do nosso estado decidiu visita-lo, para adquirir um livro de cada autor.

Somos muito prontos em criticar os governos, e nisso temos razão porque os governos existem por causa dos nossos impostos e da confiança neles depositadas ao elegê-los. Mas devemos também elogiá-los quando acolhem, como o Governo de Rondônia o fez, uma proposta como essa. “Não fez mais que a obrigação” dirão alguns, irrestritamente descontentes. Sim, é obrigação do Estado promover a cultura, mas nem sempre ele a promove e, nesse caso, o fez. O Estado, como todos nós, tem seus recursos escassos e encontra-se frequentemente frente a decisão de escolher onde aplica-los frente a um inesgotável universos de demandas. Contra todas as incompreensões e censuras infundadas digo: nesse caso o Governo de Rondônia acertou em cheio, e eu como escritor devo parabeniza-lo e agradecer pela iniciativa.

Porto Velho, 11 de setembro de 2013.
Dante Ribeiro da Fonseca